Como já é tradição na Expointer, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) promoveu seu arroz carreteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no penúltimo dia da Expointer 2017. Quem passou pela casa do Irga a partir das 12h de sábado degustou o carreteiro gratuitamente. "Servimos 700 pratos para degustação", explicou o cozinheiro José Carlos Failace, que utilizou 35 quilos de arroz e 50 quilos de carne, entre outros ingredientes, para produzir o prato. O técnico agrícola do Irga, Abílio Dória, explicou que a iniciativa faz parte do Provarroz - iniciativa que busca conscientizar a população sobre a importância de consumir o cereal. Lembrou que o carreteiro é um prato típico do Rio Grande do Sul.
Segundo ele, o prato, além de saboroso, é rico em proteínas e utiliza na receita o arroz, um cereal fundamental para uma alimentação saudável. "O arroz é alimento rico em carboidratos, fontes importantes de energia para nosso organismo e que ajudam a manter a integridade funcional do tecido nervoso, desenvolver e restaurar tecidos e manter as funções vitais", salientou. A equipe técnica do Irga trabalha para garantir o aumento da produtividade no cultivo de cereal em solo gaúcho. "De 2002 a 2011, a produtividade média da lavoura de arroz no Rio Grande do Sul aumentou de 5,3 toneladas por hectares para 7,5 toneladas por hectare", comparou o engenheiro agrônomo do Irga, Francisco Morais.
O aumento, conforme explicou, foi decorrente de avanços na pesquisa, principalmente no manejo, além do emprego de cultivares de alto potencial produtivo. Morais revelou que, nos últimos cinco anos, a produtividade está estabilizada. Além disso, a utilização de novos sistemas de produção, envolvendo a cultura da soja em rotação, em aproximadamente 30% da área cultivada com arroz e a integração lavoura e pecuária, demandam novas tecnologias. "Frente a esse cenário, estamos retomando uma parceria estratégica, integrando pesquisa, extensão e produtores, com apoio do Fundo Latino-Americano de Arroz Irrigado, por meio do Projeto 10+", ressaltou. O engenheiro agrônomo salientou que o objetivo é elevar a produtividade média do arroz no RS para 8,5 toneladas por hectares nos próximos três anos.
O Projeto 10+ reúne dez pontos fundamentais que devem ser seguidos pelos produtores. O ponto de partida envolve o planejamento da lavoura, de modo a garantir a eficiência dos processos de manejo, identificando os limitantes e definindo os planos de ação, adequando o sistema de produção às estratégias de manejo. Dória, por sua vez, argumentou que efetuar a semeadura na época correta é a garantia de uma lavoura de alta produtividade, em razão do melhor aproveitamento das condições ambientais para o desenvolvimento da planta.
"Precisamos fomentar o uso de sistemas de produção que utilizem a rotação de culturas no verão, cobertura do solo no inverno e a integração entre lavoura e pecuária", frisou. Outro desafio é reduzir os custos de produção e aumentar a rentabilidade do produtor. "Temos 3 milhões de hectares de áreas disponíveis para a cultura do arroz no RS, mas apenas 1,1 milhão de hectares são utilizados para o plantio", explicou Dória, acrescentando que, em média, são colhidas 156 sacas do cereal por hectare. Do total, 80% são destinados a quitar os custos da produção.
Instituto Rio Grandense do Arroz serve 700 pratos de carreteiro
Foram utilizados 35 quilos de arroz e 50 quilos de carne