Rural

Indústrias retomam captação de leite e iniciam campanhas de doações para desabrigados

Sindilat afirma que coletas em propriedades rurais voltaram a ser feitas e que não faltará leite no varejo

Estradas rurais desobstruídas, como na região do Vale do Taquari, permitem trabalho
Estradas rurais desobstruídas, como na região do Vale do Taquari, permitem trabalho Foto : Cristiano Carlos Laste / Emater Divulgação / CP

A redução do nível das águas no Vale do Taquari e em outras regiões do Rio Grande do Sul está permitindo a retomada na captação de leite no Estado. Na terça-feira, propriedades rurais voltaram a ser acessadas por caminhões de leite das indústrias para a coleta. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) afirma que não faltará leite no varejo e para o abastecimento das vítimas. Indústrias associadas ao Sindilat estão iniciando campanhas de arrecadação de recursos, entrega de donativos, materiais de higiene e água aos desabrigados.

O sistema de coleta teve maior prejuízo no domingo passado, por interrupção de estradas, morte de animais e alagamento de propriedades rurais. Segundo o Sindilat, cerca de 3 milhões de litros deixaram de ser coletados até o domingo no Rio Grande do Sul. Na segunda-feira, a situação começou a ser restabelecida, com apoio entre as indústrias.

“As empresas estão se ajudando, captando leite de todos os produtores possíveis, daqueles que são seus fornecedores e dos que não são também. É a forma que encontramos de garantir renda para essas famílias e não prejudicar ainda mais o abastecimento”, disse o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

“O mais importante nesse momento é preservar vidas e apoiar as famílias atingidas”, afirmou o presidente do Sindilat, Guilherme Portella. O dirigente lembrou que o setor lácteo é um dos mais ramificados da economia gaúcha, com atuação em 493 dos 497 municípios. “Estamos preparados para dar aos produtores o suporte necessário para a reconstrução. Se agora estamos em dificuldade devido à ramificação de nossa captação também será ela que irá nos permitir fomentar uma retomada pulverizada do nosso Estado”, destacou.

A indústria também sofre impactos no abastecimento de produtos como embalagens, itens de limpeza e químicos, que são comprados em outras regiões do Brasil e estão retidos nas estradas.

Veja Também