Saúde

5 dicas de especialista para cuidar de pets idosos

Professora de Medicina Veterinária da UniRitter indica como tutores podem lidar com fase geriátrica dos bichinhos

Professora de Medicina Veterinária da UniRitter indica como tutores podem lidar com fase geriátrica dos bichinhos
Professora de Medicina Veterinária da UniRitter indica como tutores podem lidar com fase geriátrica dos bichinhos Foto : Alina Souza / CP Memória

As etapas da vida passam rapidamente para todos os seres, mas para cães e gatos a terceira idade chega de forma ainda mais acelerada. Pets envelhecem até sete vezes mais rápido do que humanos, o que significa que, por volta dos oito anos, muitos animais de estimação já começam a enfrentar os desafios da velhice. Nesse período, eles necessitam de cuidados e atenção redobrados para garantir que suas necessidades sejam atendidas e que continuem a viver com qualidade.

Embora o envelhecimento seja um processo natural e inevitável, aceitá-lo pode ser particularmente difícil para os tutores de pets, que veem seus companheiros de longa data mudando e enfrentando limitações físicas e cognitivas.

Já para os bichinhos, essa fase é ainda mais desafiadora, por terem mais dificuldade em expressar suas emoções e pedir ajuda. Pela incapacidade de comunicar quando sentem dor, cansaço ou desconforto, muitas vezes, os desafios enfrentados pelos animais são camuflados pelo envelhecimento, tornando os diagnósticos ainda mais difíceis.

A professora de Medicina Veterinária da UniRitter Mariana Caetano Teixeira explica como os tutores podem proporcionar suporte e conforto para seus pets passarem por esse processo da melhor maneira possível.

1. Como cuidar do pet idoso em casa?

A principal preocupação ao cuidar de um pet idoso é com a mobilidade. Com o avanço da idade, a mobilidade dos cães e felinos diminui consideravelmente, o que exige uma adaptação no ambiente doméstico. “É importante garantir que o acesso à comida e água esteja na altura deles, sem a necessidade de subir degraus. Esses pequenos ajustes ajudam a melhorar a qualidade de vida do animal”, explica a professora Mariana. Além disso, é fundamental que o tutor esteja atento a sinais de perda de vitalidade, como dificuldades auditivas e visuais.

2. Cuidados extras com o aumento de expectativa de vida

Com o avanço da medicina veterinária, a expectativa de vida dos pets aumentou, mas isso também exige mais cuidados. “A chave para uma vida longa e saudável é o diagnóstico precoce de problemas de saúde. Exames periódicos, consultas regulares ao veterinário e exames de imagem são essenciais para identificar doenças em estágio inicial e iniciar o tratamento adequado”, destaca a docente.

3. Doenças preocupantes

À medida que o animal envelhece, algumas doenças se tornam mais prevalentes. O envelhecimento dos pets é muito semelhante ao envelhecimento humano, com o surgimento de doenças degenerativas, como osteoartrite e disfunções cognitivas (semelhantes ao Alzheimer nos seres humanos). “O tripé das doenças relacionadas ao envelhecimento envolve doenças degenerativas, neoplásicas (câncer) e metabólicas, como diabetes e doenças da tireoide”, explica a veterinária. Raças específicas também podem ser mais propensas a certos problemas, como doenças cardíacas e renais.

4. O que fazer no decorrer da vida para garantir uma boa velhice ao pet

A prevenção começa desde a primeira consulta veterinária, que, para a docente, é a mais importante na vida de um animal. “É nela que orientamos os tutores sobre alimentação, cuidados básicos e exames regulares. Esse acompanhamento desde cedo vai ajudar a garantir uma vida longa e saudável ao pet”, afirma a especialista. Além disso, uma dieta de boa qualidade, a vacinação em dia e a realização de check-ups regulares são passos fundamentais.

5. Sinais de envelhecimento: quando procurar o médico veterinário

Identificar os sinais de envelhecimento e mudanças no comportamento do pet pode ser um desafio. Mariana orienta que os tutores fiquem atentos a alterações nos padrões de sono, reconhecimento de pessoas e outros animais, e mudanças na rotina. “Perda de controle urinário, dificuldade motora, diminuição da ingestão de alimentos e alterações no comportamento são sinais importantes de que algo pode estar acontecendo e que o veterinário deve ser consultado”, destaca.