Saúde

Anvisa proíbe venda de pasta de dente Colgate

Motivo seria o grande número de relatos de eventos adversos depois do uso do produto

Decisão foi publicada nesta quinta-feira, 27, e consta no site oficial da agência
Decisão foi publicada nesta quinta-feira, 27, e consta no site oficial da agência Foto : Marcelo Camargo / ABr / Divulgação CP

Nesta quinta-feira, 27, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda da pasta de dente Colgate Clean Mint - uma nova versão da Colgate Total 12 - em todo o País, após relatos de efeitos adversos.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da União. A ação é baseada na Lei 6.360/1976. Ela estabelece que, em caso de risco à saúde, é possível suspender a comercialização ou distribuição até que se esclareçam as questões relacionadas à segurança do produto. A interdição tem prazo previsto em lei de 90 dias. Como ela ocorre de forma cautelar, há espaço para que a empresa Colgate-Palmolive recorra da decisão. Procurada pela reportagem para comentar a suspensão, a empresa não se manifestou até a publicação. O espaço permanece aberto e o texto será atualizado com o posicionamento.

| Foto: Reprodução / Anvisa / CP

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O que aconteceu?

De acordo com a Anvisa, entre 1º de janeiro e 19 de março de 2025, foram registradas oito notificações envolvendo 13 casos de eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca. Os principais sintomas relatados são: inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral), sensação de ardência, dormência nos lábios e na boca, boca seca, gengiva irritada e vermelhidão.

O produto, que começou a ser comercializado em julho de 2024, utiliza fluoreto de estanho, enquanto a versão anterior empregava fluoreto de sódio.

Em nota ao Estadão em 21 de março, a empresa afirmou que o fluoreto de estanho é seguro, eficaz e amplamente usado em cremes dentais ao redor do mundo. A Colgate disse também que 'a nova fórmula é o resultado de mais de uma década de pesquisa e desenvolvimento e testes extensivos com consumidores, inclusive no Brasil' e que os produtos e ingredientes 'passam por testes rigorosos e são aprovados por agências regulatórias em todo o mundo'.

A empresa reconheceu, porém, que 'uma pequena minoria das pessoas pode apresentar sensibilidade a determinados ingredientes - como fluoreto de estanho, corantes ou sabores'. Nessas situações, ela recomendou que os consumidores parassem de usar o produto. Com a interrupção, 'qualquer reação relacionada a ele cessará', disse a Colgate.