Saúde

Aumento de casos de síndromes respiratórias e baixa procura por vacinação deixam Caxias do Sul em alerta

Foram aplicadas 57,2 mil doses de imunizantes, alcançando cerca de 30% do público alvo

A vacina contra a Influenza segue disponível para toda a população, exceto Mariani
A vacina contra a Influenza segue disponível para toda a população, exceto Mariani Foto : Silva Carvalho / Prefeitura de Caxias do Sul / CP

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Caxias do Sul está em alerta para o aumento de casos confirmados e de internações hospitalares por síndromes respiratórias. Além disso, a pasta aponta para a necessidade de vacinação contra a gripe (Influenza), em função da baixa procura até o momento. O dado atual é de 57,2 mil doses aplicadas.

Segundo a SMS, em relação ao público-alvo, foram vacinados 30,63% de gestantes, crianças e idosos, que são os considerados mais vulneráveis a contrair formas graves da doença. O aumento de casos e internações é esperado para essa época do ano, mas a secretaria alerta para a importância da prevenção por meio da vacina.

Nas últimas quatro semanas, o município registrou aumento gradativo de casos de síndrome gripal. Na 14ª semana do ano, foram 551 casos atendidos entre Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). O número saltou para 795 três semanas depois, um aumento de 244 casos ou 44%. Em relação às hospitalizações, o número subiu de 291 na 16ª semana para 381 na última contabilizada, a 18ª. Os dados de casos e internações são referentes aos mais recentes já tabulados pela SMS.

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A infectologista Anelise Kirsch lembra que um dos vírus causadores de doenças respiratórias mais comuns é o da influenza e que há vacina disponível para a toda a população a partir dos seis meses de idade. A médica também esclarece alguns mitos em relação ao imunizante. “A vacina é de vírus morto e fragmentos de vírus, portanto não pode causar a doença. O sistema imunológico precisa de duas a quatro semanas, em média, para ‘treinar’ nossas defesas, por isso devemos nos vacinar o mais cedo possível”, explicou.

Outro ponto destacado pela infectologista é em relação às crianças, por frequentarem ambientes com grande circulação de pessoas, como escolas. “Elas podem estar com poucos sintomas e também podem passar o vírus para pessoas mais vulneráveis, como os avós, que são pessoas que correm grande risco de internação com sintomas graves”, completou a médica.

Até o momento, foram vacinados somente 17,53% das crianças dessa faixa etária. A vacina contra a Influenza segue disponível para toda a população em todas as UBS, exceto Mariani (sem sala de vacinas na UBS temporária).