Autoridades do Rio Grande do Sul assinaram em Porto Alegre o Pacto Nacional Saúde do Futuro. A iniciativa une esforços públicos e privados para que o acesso à saúde de qualidade e as inovações em tecnologia sejam difundidos para toda a população, da região metropolitana e interior, como um direito universal e acessível. Os gaúchos foram representados pelos secretários de Saúde e de Inovação de Porto Alegre, Fernando Ritter e Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, respectivamente; Grupo DOC; Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre; e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs).
A iniciativa, considerada pioneira, propõe estruturar o acesso a tecnologias e inovações que impactam diretamente na população. Idealizado pela cofundadora da WAC Global Tech, Lísia Buarque, o projeto tem como foco principal oferecer ações para avaliar as condições de saúde da população de forma preditiva, uma maneira eficiente e rápida de mapear doenças atuais e futuras, como a diabetes, por exemplo. As primeiras assinaturas aconteceram em Recife, Rio de Janeiro e a mais recente em Porto Alegre.
Para Lisia, o Brasil já pode ser considerado um país altamente qualificado em desenvolvimento de tecnologias inovadoras para a saúde, dado o fato de 61% de todas as HealTechs da América Latina estarem no Brasil. “Entretanto, a grande maioria dessas inovações ainda não chega ao usuário final, especialmente para aqueles que vivem no interior. Portanto, os líderes da saúde que assinam o Pacto se comprometem a auxiliar na transformação dessa realidade. Sabemos que o gargalo não está na tecnologia, mas no avanço e na incorporação delas nas instituições”, explica.
Pacto no Rio Grande do Sul
Os principais benefícios para a sociedade vão além da ampliação do acesso às inovações tecnológicas e ao rastreio precoce, que auxilia no diagnóstico e tratamento de doenças. A integração entre as tecnologias evita desperdícios e a duplicação de serviços, garantindo maior eficiência e redução de custos.
O desenvolvimento de ecossistemas integrados acelera a capilaridade das inovações em saúde, promovendo acessibilidade e conhecimento para impactar o maior número de pessoas.
“Porto Alegre possui uma cadeia de valor conectada, onde empresas, entidades e associações caminham e constroem juntas. Portanto, a partir desse compromisso social, as instituições que aderiram ao Pacto, saberão, na prática, a importância de estabelecer parcerias estratégicas para tornar o ecossistema de saúde mais eficiente”, complementa Lísia.
O projeto é dividido em etapas, sendo a primeira a da sensibilização sobre a relevância e a importância da integração da sociedade com o setor público e privado. A segunda etapa consiste nas parcerias institucionais com associações que possibilitem acesso a tecnologias para todos, com foco em predicação, prevenção, diagnósticos e tratamentos precoces. O desenvolvimento de um ecossistema de inovação integrado é a terceira etapa do Pacto, gerando a oportunidade para que startups e healthtechs e outras empresas do setor possam acessar a cadeia de valor da saúde pública e privada, alinhando as ações e modelos de negócios sustentáveis. A última parte visa subsidiar o acesso a inovações tecnológicas, difundindo a oportunidade para que as instituições participantes conheçam as tecnologias em profundidade e desenvolvam modelos de negócios mais eficientes e acessíveis.
“É uma satisfação assinar esse pacto. Nossa gestão municipal tem em seu DNA a parceria público-privada e o desenvolvimento de tecnologias, especialmente na área da saúde. Só assim conseguiremos transformar a saúde de Porto Alegre. Este é um dia especial”, reforça Fernando Ritter, Secretário de Saúde de Porto Alegre.
O secretário de Inovação de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto, também esteve presente e assinou o Pacto. “Porto Alegre decidiu ser um dos ambientes de inovação mais ágeis do país. Conseguimos atrair muitas startups que buscam aqui testar suas soluções. Sem saúde, não há como ter cidades atraentes”, destaca.
A iniciativa, criada em Porto Alegre, expandirá para todo o país, agregando novos parceiros estratégicos. O Pacto já conta com o apoio de parceiros em Recife, como Rodrigo da Fonte, presidente da Hospitalmed; Katia Antunes, diretora da HospitalMed; Shirley Cruz, chefe de TI e Saúde Digital do Hospital das Clínicas UFPE; e Marcelo Barbosa, CEO da StarHealth Innovation.
No Rio de Janeiro, diversas autoridades e instituições também aderiram ao movimento, entre eles a Iniciativa FIS, representada por Rodrigo Villar, CEO, a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) para o Estado do Rio de Janeiro, a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam).