O bairro Coronel Aparício Borges, na zona Leste de Porto Alegre, recebeu, na manhã desta segunda-feira, o bloqueio químico realizado pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), a fim de eliminar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Durante as ações, que ocorrem periodicamente em diferentes locais da Capital, funcionários de uma empresa terceirizada contratada pela diretoria aplicam inseticida nas residências.
Técnicos da DVS também conversaram com os moradores e orientaram a respeito das ações de repressão ao mosquito. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as comunidades visitadas são aquelas em que há mais confirmações de dengue no município, e o produto é aplicado em um raio de algum caso. Até a manhã de hoje, o Painel de Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrava 290 confirmações da doença na Capital, o terceiro maior número do Estado, atrás apenas de Encantado e Ijuí. Outras 521 suspeitas estavam em investigação.
Os moradores aprovaram a ação, e inclusive indicaram locais para serem visitados. O pedreiro Luiz Ubirajara Silveira da Silva, morador de uma das vielas abaixo da rua Dona Valmira, onde foi a base dos trabalhos desta segunda, disse que procura cuidar de seu pátio, e não deixar água acumulada ou recipientes propícios para a reprodução do mosquito. “Este trabalho é bem importante, até porque já soube de pessoas que estão com dor de cabeça e dor no corpo, e até de crianças que não estão indo no colégio por causa destes sintomas”, afirmou ele, se referindo aos sintomas da dengue.
A casa de Ubirajara, em cuja lateral passa um pequeno córrego, foi uma das que teve o produto aplicado na manhã de segunda. O inseticida em questão pode trazer riscos a animais e se alojar em roupas. Por isso, a orientação dos técnicos é recolher ambos antes de sua aplicação. No início de abril, Porto Alegre estava em nível crítico de proliferação do Aedes aegypti, a partir das capturas feitas nas 881 armadilhas vistoriadas pela cidade. Já o RS, até o momento, em 2023, soma 4.334 casos confirmados e dois óbitos, ocorridos em Bento Gonçalves e Morro Reuter.