Os casos e óbitos por mpox aumentaram na República Democrática do Congo, o país africano onde surgiu a nova variante perigosa desta doença também conhecida como varíola dos macacos. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde local, Samuel-Roger Kamba, nesta segunda-feira (19). O Rio Grande do Sul tem cinco casos confirmados da doença.
O balanço de mpox este ano aumentou em poucos dias, de 16 mil casos e 548 mortes para 16.700 diagnósticos e ao menos 570 mortes, afirmou Kamba. "Estamos falando de uma emergência continental", declarou o funcionário durante entrevista coletiva. "Espero que na próxima semana já vejamos as vacinas chegando", acrescentou.
Na quarta-feira passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o mpox como emergência de saúde pública internacional pelo aumento de casos na República Democrática do Congo e em países vizinhos de uma nova variante mais letal, e pediu nesta segunda aos territórios afetados a implementação de programas de vacinação.
Os Estados Unidos prometeram a Kinshasa 50 mil doses de vacinas e o Japão chegou a um acordo na quarta-feira para enviar ao país centro-africano 3,5 milhões de doses, "apenas para crianças", explicou à AFP uma fonte sanitária sob condição de anonimato. "A vacina é uma solução para nossos problemas", disse o ministro congolês. "Nosso plano estratégico de vacinação está preparado. Estamos apenas esperando que as vacinas cheguem", declarou.
Apesar de a varíola dos macacos ter sido descoberta pela primeira vez em humanos em 1970 no antigo Zaire (atual República Democrática do Congo), no ano passado uma nova cepa mais contagiosa e perigosa surgiu, o clado 1b. Segundo o ministro congolês, o mpox afeta "pessoas cada vez mais jovens" em seu país, com muitas crianças menores de 15 anos infectadas.
A varíola do macaco é uma enfermidade viral que se propaga de animal para humano, mas também se transmite por contato físico próximo com uma pessoa infectada pelo vírus. A doença provoca febre, dores musculares e lesões na pele.