Em um mundo cada vez mais digitalizado, a saúde não deve permanecer alheia às transformações, mas sem negligenciar a relação humana entre profissional e paciente. Esse é o mote das discussões do 29º Simpósio das Unimeds do Rio Grande do Sul (Suergs), que teve início nesta quarta-feira, dia 7, e neste ano tem como tema “Saúde digital e a importância da conexão humana”. O evento reúne no Centro de Eventos do BarraShopingSul até sexta-feira dirigentes e técnicos de cooperativas médicas do Estado. A cerimônia de abertura na manhã desta quinta destacou o papel da cooperativa no desastre climático de 2024 e a importância de não abandonar o cuidado das relações humanas presentes na medicina.
O relacionamento do mundo analógico e físico com o mundo digital guia as palestras do evento, afirma Nilson Luiz May, presidente do Sistema Cooperativo Empresarial Unimed RS. "Como compatibilizar, como viver entre esses dois mundos sem perder a evolução da inteligência artificial e todas as novas tecnologias novas, mas ao mesmo tempo manter o humanismo, o contato entre as pessoas, o afeto", diz.
Em sua fala na cerimônia, o presidente ressaltou que o sistema cooperativo empresarial Unimed no Rio Grande do Sul possui sete vertentes, coordenadas pela Federação Institucional, que visam dar um rumo mais moderno ao cooperativismo, ainda que considerando o cooperativismo doutrinário, mas avançando no cooperativismo relacionado ao capital.
Márcio Pizzato, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, agradeceu ao auxílio que a Unimed fez com doações que chegaram aos institutos, destacando o auxílio afetuoso. Para ele, o evento carrega um significado maior após ter seu adiamento na tragédia climática. Local próximo a um dos principais pontos de resgates, onde a cooperativa atuou ao lado de órgãos públicos. "Essa ação reforça nosso compromisso com a promoção e cuidado da saúde da sociedade". Para ele, o evento celebra a união, resiliência e memórias, com reflexões sobre o tema central da saúde digital e a importância da conexão humana.
"A tecnologia, inegavelmente, uma aliada fundamental na saúde, tem sido amplamente discutida e difundida. Contudo, jamais poderemos negligenciar a força humana, a cooperação essencial entre profissionais, equipes e instituições Jamais poderemos negligenciar a força humana", diz, afirmando que em mundo cada vez mais digitalizado, a saúde não poderia permanecer alheia a essa transformação.
Darci Hartmann, presidente do Sistema Ocergs, afirmou que o cooperativismo gosta das pessoas e tem o objetivo comum de desenvolvimento, mas acima de tudo busca o desenvolvimento integral das comunidades, sendo o grande DNA do cooperativismo. Destacou a necessidade de se avançar nas questões tecnológicas com a saúde humana, e que todos os ramos têm esses desafios, e que o cooperativo deve estar preparado para ser a melhor resposta.
Omar Junior, presidente da Unimed do Brasil, disse que o evento retomado após a enchente mostrou que o cooperativismo vai muito além dos números, se traduz em presença, em cuidado transformação de realidades, com a conexão humana, sendo oportuno o tema do simpósio. “Em um mundo cada vez mais tecnológico, reafirmamos que a inovação precisa caminhar lado a lado com empatia, acolhimento e o olhar de cuidado que sempre caracterizou a nossa prática médica. O futuro da saúde exige plataformas inteligentes, dados integrados e soluções digitais. Mas, acima de tudo, pede pela manutenção do que é essencial, a confiança entre médico e paciente, a proximidade entre cooperados e a solidariedade entre comunidades”, concluiu.
Nesta quinta, as palestras do dia voltaram-se para saúde digital e conexão humana, aspectos jurídicos no Transtorno Espectro Autista: relação entre Direito e cuidados; saúde de valor na era digital e o caminho para a produtividade sustentável.
Amanhã, as palestras envolvem comunicação com crianças e conexão humana, o valor do humanismo em um mundo digital, essa com o presidente Nilson Luiz May; saúde digital, conexão humana e compliance, e liderança e alta performance.