Saúde

Com ampliação em UTI e mutirões, Hospital Universitário de Canoas busca reduzir filas e se preparar para o inverno

Além dos novos leitos que recebeu recentemente, a instituição tem promovido mutirões para acelerar os atendimentos dos pacientes

Cláudio Vitti, CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM) e a superintendente e gestora do HU, Tatiani Pacheco visitaram o Correio do Povo nesta segunda-feira
Cláudio Vitti, CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM) e a superintendente e gestora do HU, Tatiani Pacheco visitaram o Correio do Povo nesta segunda-feira Foto : Camila Cunha

O Hospital Universitário de Canoas (HU) tem buscado ampliar os atendimentos nos seus espaços, com novos leitos. No início do mês, a instituição recebeu a reforma da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) 1. O local passa a oferecer mais dez leitos de assistência avançada e de alta complexidade. O investimento foi de mais de R$ 100 mil, além de recursos oriundos do hospital. Ao todo, o HU passa a ter 85 leitos de UTI à disposição dos usuários. O hospital estava funcionando com duas salas, e agora conta com tomógrafo, angiógrafo e capacidade para instalação de sete salas cirúrgicas.

A superintendente e gestora do HU, Tatiani Pacheco, destacou que a ampliação é constante, e que a instituição deve organizar mais mutirões para reduzir filas. Há duas semanas, uma ação buscou atualizar cadastros de pacientes para o agendamento de consultas. No dia 6 de maio, haverá outro mutirão com foco em atendimento oftalmológico para pessoas com mais de 60 anos, conforme as regras do SUS. Para esse, serão atendidos 2 mil pacientes, e devem ser agendadas 700 cirurgias. Nas consultas, o paciente já poderá marcar o procedimento, se necessário. Atualmente, Canoas está com 10, 5 mil pessoas aguardando na fila.

“A projeção é que a gente tenha essas salas em breve, com os equipamentos funcionando. Isso vai dar mais vazão a cirurgias e, consequentemente, a gente precisava dos leitos de UTI, que é a recuperação e dos próprios leitos de retaguarda. A projeção é que até 2 anos, mas acredito que em menos tempo o HU esteja funcionando com 600 leitos, que é a capacidade total dele”, disse.

Cláudio Vitti, CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), empresa gestora do HU, ressaltou que o hospital hoje está passando por um novo momento da sua operação, e que as melhorias devem auxiliar principalmente no inverno. “Agora com a junção de forças do Ministério da Saúde com a própria secretaria municipal e de Estado, está havendo uma onda de melhorias, novas adequações e, com isso, a gente tem condições de estar atuando nas demandas atuais e principalmente nessa que virá do inverno, com toda a questão do UTI pediátrica, que a gente sabe que é hoje é um sufoco que passamos”.

Cláudio e Tatiani trataram do assunto em visita ao Correio do Povo nesta segunda-feira, onde foram recebidos pelo diretor-presidente Marcelo Dantas. Na ocasião, eles visitaram os acervos históricos de fotografia e de jornais.

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