A prefeitura de Porto Alegre inaugurou, nesta quarta-feira, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil III Sul (CAPSi Sul), como um ato formal, embora o local já funcione na prática desde o último dia 6 deste mês, administrado pela Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN), vencedora do edital. Com capacidade média de 60 atendimentos por dia, o espaço, na rua Dr. Barcelos, 2708, bairro Cavalhada, cobre os atendimentos das regiões Centro-Sul e Extremo Sul da cidade, de crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes.
Os serviços, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, com atendimento noturno e aos finais de semana restrito a casos acolhidos em situação de crise, incluem consultas individuais, atividades em grupo, oficinas terapêuticas, ambiência (permanência parcial ao longo do dia) e acolhimento noturno para casos específicos. A cerimônia desta quarta teve a presença do prefeito Sebastião Melo, do secretário municipal de Saúde (SMS), Fernando Ritter, além de demais autoridades.
“É um passo importante da expansão do SUS para as crianças. Imagina uma mãe desesperada, com uma criança com esquizofrenia e tantos outros transtornos mentais, e não haver uma porta aberta, é um desespero. Na Saúde, costuma haver uma equação difícil, devido à defasagem da tabela e aos limites orçamentários, mas acho que ele tem um papel importante, e nós temos responsabilidade sobre ele”, salientou Melo.
Prefeitura de Porto Alegre entrega oficialmente o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil III Sul (CAPSi Sul)
“Colocamos como prioridade a saúde mental nos últimos anos, porque sabemos o quanto isto é importante, ainda mais depois de tudo o que ocorreu, como as enchentes e a pandemia. A população vai envelhecendo, mas quanto mais precocemente cuidarmos, maiores as chances de termos adultos melhores. Há um cuidado em rede também sendo realizado, e temos trabalhado insistentemente nesta integração”, acrescentou Ritter, comentando ainda que, em breve, haverá novos leitos de emergência voltados à saúde mental para crianças no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. O presidente da AHVN, Dirceu Dalmolin, disse que o novo serviço nasce “com compromisso de fortalecer os vínculos”, ampliando os mesmos e cuidando de crianças e suas famílias.
“Os melhores resultados surgem na escuta e na participação, e fizemos o convite à população, a participar da construção contínua do serviço com o melhor cuidado possível”, disse Dalmolin. A associação já mantém o Caps III Norte, inaugurado em janeiro no bairro Floresta, e foco no atendimento adulto. Esta unidade conta com cinco leitos de saúde mental, sendo dois masculinos, dois femininos e um leito de crise, com capacidade de atender de 250 a 300 pessoas por mês, conforme a SMS.
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