Saúde

Com R$ 210 milhões de investimento, Hospital Moinhos de Vento inaugura nova unidade de cardiologia em Porto Alegre

Espaço de 6,5 mil m² e oito andares integra tecnologia de ponta para atendimento de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares complexas

Foto : Pedro Piegas

Um novo centro de cardiologia foi inaugurado no Hospital Moinhos de Vento (HMV) nesta quinta-feira, dia 21, para atendimentos de cardiologia de alta complexidade. O Hospital do Coração, de oito andares e mais de 6,5 mil m² de área, é localizado em prédio anexo ao hospital, e contou com investimento de R$ 210 milhões, com recursos do próprio hospital. O espaço integra tecnologia de ponta, ampliando o atendimento de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares complexas. Os atendimentos já iniciaram, e a expectativa da equipe é de que seja quadruplicada a capacidade do hospital com os atendimentos.

O projeto conta com 33 leitos de UTI, 20 de internação, quatro salas de hemodinâmica para procedimentos minimamente invasivos, além de centro cirúrgico e recursos avançados em medicina nuclear. O hospital também deverá ampliar a atuação em arritmias, doenças valvulares e cardíacas genéticas, incorporando equipamentos de última geração, garantindo precisão e segurança nos procedimentos.

As quatro salas de hemodinâmica contarão com sistema de eletrocardiologia, cirurgia vascular da aorta e atendimento dos procedimentos invasivos de cardiologia tradicional, por meio de um dispositivo de redução de exposição de contraste. Entre os equipamentos de tecnologia de ponta, na sala de hemodinâmica, está o Azurion 7 C20, equipamento de sistema avançado da Philips para aumentar a precisão das imagens de ecocardiograma e raio-x em tempo real.

Inauguração do Hospital do Coração | Foto: Pedro Piegas

Considerando que o contraste pode piorar a função do rim, o dispositivo promete diminuir em torno 30% da do volume de contraste, além de diminuir a taxa de radiação para o paciente e a equipe médica em até 80%.

A configuração do equipamento é adotada de um sistema dentre outros de fusão de imagem, mas que permite que a inteligência artificial com minar as imagens obtidas pelo ecocardiograma transesofágico, que é usado para fazer procedimentos estruturais de alta complexidade com a imagem da geografia.

O espaço deverá receber pacientes não só do Rio Grande do Sul, mas de todo o Brasil. O CEO do HMV, Mohamed Parrini, pontuou que o hospital foi pensado com logística para facilitar o atendimento da alta complexidade, auxiliando no atendimento das situações cardíacas e no seu principal desafio, que é o fator tempo.

O sistema deverá acelerar o tempo de atendimento, projeta o coordenador médico da Angiografia Cardiovascular, doutor Marco V. Wainstein. “Nosso hospital se orgulha de ter um dos menores tempos de atendimento de infarto do coração, sempre inferior a 60 minutos, que é o recomendado por todas as diretrizes nacionais e internacionais. Agora, tudo indica que nós teremos um tempo melhor ainda, porque da maneira que foi criado o Hospital do Coração, a entrada do paciente pela emergência vai ocorrer de uma forma muito mais rápida”, pontua

A cardiologia é uma das principais causas de morte entre indivíduos, com riscos desde o nascimento, lembra o superintendente médico, Luiz Antônio Nasi, que acrescentou que avanços como o que o hospital quer desenvolver têm tornado o serviço de cardiologia menos invasiva, mais preciso e personalizado, para auxiliar nas complicações cardiológicas estão envolvendo hoje a interação cardiologia UTI.

"Ele não foca mais só na patologia, ele foca na prevenção, na personalização e na redução das intervenções complexas, visando fundamentalmente um melhor resultado nos desfechos que agradem ao próprio paciente", afirma. A central de quatro salas para a análise de imagem, lembra Nasi, não há em outro hospital do Brasil atualmente. O espaço deve atuar como fusão dos exames que o doente fez previamente, como ecografia, radiologia e tomografia, com a hemodinâmica, com maior precisão.

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O coordenador da Eletrofisiologia Cardíaca do HMV, Leandro Zimerman, lembrou que a cardiologia está aumentando o perfil de pacientes, que os diagnósticos são mais facilmente detectados e que os idosos estão recebendo mais tratamento. Por isso, considera importante haver, dentro do hospital, uma estrutura adequada para atender às demandas. “É uma estrutura que facilita o tratamento de alta complexidade, que dá acesso a mais pessoas em um procedimento de altíssima qualidade”, afirmou.