Começou no início da manhã desta quinta-feira o quarto mutirão contra a dengue promovido pela Prefeitura de Pelotas. Desta vez, a iniciativa ocorre no bairro Guabiroba e na Vila Farroupilha. A ação é a mesma que ocorreu no mês passado no bairro Fragata, o maior da cidade.
A diretora da Vigilância em Saúde, Vera Neto, explica que o mutirão ocorre juntamente com a Secretaria de Serviços Urbanos que realiza limpeza de ruas e praças. "Também orientamos as pessoas para que coloquem os entulhos em frente às casas que serão recolhidos", observa. O recolhimento ocorrerá até a próxima segunda-feira
Ela conta que a ideia é que o serviço seja realizado em todo o município, mas dependem do clima para realizar a ação e também da agenda de trabalho do setor de serviços urbanos. A ação conta com 83 funcionários que estão limpando as ruas e 40 agentes de endemias realizam as visitas às residências. A atividade integra a campanha Deu pra ti- Aqui a dengue não vai se criar, que visa eliminar criadouros do mosquito aedes aegypti, transmissor da doença.
Conforme Vera, o Fragata é o bairro onde acumula o maior número de focos, 53. Ao todo na cidade são 83 focos. O Centro registra 18 focos e o bairro Três Vendas 14. A cidade também registra um caso de dengue. "A Prefeitura faz a sua parte com o investimento em recursos humanos e financeiro", enfatiza.
O Secretário Municipal de Serviços Urbanos e Infraestrutura, Mateus Consei, reforça a necessidade de auxílio da comunidade para que os espaços se mantenham limpos. "Há locais onde passamos e alguns dias depois já estão sujos como as avenidas Cidade de Rio Grande e João Gomes Nogueira", exemplifica. Ele confirmou que o município estuda monitoramento e aplicação de multa para quem for flagrado jogando lixo em local inadequado.
Estão sendo feitos drenagem, roçado, manutenção de praças e limpeza urbana, com seis retroescavadeiras, sete caçambas, um lince e um trator roçadeira. O mutirão segue até sexta-feira e é delimitado pelas avenidas Theodoro Muller e João Goulart, além das ruas Almirante Guilhobel e Carlos Gotuzzo Giacoboni, totalizando 116 quarteirões e 6.876 casas.
Vera lembra que o maior número de focos são encontrados dentro de pátios e às vezes até em áreas internas das casas. "Por isto é importante que as pessoas colaborem", observa.
Um dos locais visitados durante a manhã desta quinta-feira foi o salão da cabeleireira Geci Cunha da Costa. "Acredito que tudo que vem pela saúde é importante. Assim como temos que cuidar de nós como pessoas também temos que dar atenção aos locais que vivemos", finaliza.