Saúde

Diminui o número de novos casos de tuberculose em presídio de Santa Maria

Atualmente 18 pessoas estão em tratamento, destes um caso foi diagnosticado em agosto e outro neste mês; 16 estão em fase de conclusão

O local abriga em torno de 1,1 mil pessoas privadas de liberdade
O local abriga em torno de 1,1 mil pessoas privadas de liberdade Foto : Cledison Marcio Difante / Divulgação / CP

Atualmente 18 detentos do Presídio Estadual de Santa Maria (PESM) realizam tratamento para tuberculose. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo posto de saúde da casa prisional, informou que não há um surto no local, que abriga em torno de 1,1 mil pessoas. Dos pacientes em tratamento, 16 encontram-se em fase de manutenção ou conclusão, o que tem duração de seis meses. Um dos casos foi diagnosticado em agosto e o outro neste mês.

O enfermeiro Cledison Marcio Difante, indicado pela Secretaria de Saúde de Santa Maria para falar sobre a situação, já que o posto médico é de responsabilidade do município, lembra que o aumento no número de diagnósticos se deve ao crescimento no número de testes. “Temos no presídio entre 1 mil e 1,1 mil presos, nunca um número exato, pois todos os dias pessoas entram e saem do local. Os casos que temos são todos de tuberculose pulmonar com o tratamento de seis meses. No momento não há um surto”, garante.

Ele admite que mesmo não havendo surto, há um público privado de liberdade extremamente vulnerável, por viver confinado. “O presídio foi feito para 700 detentos e tem mais de mil, onde um deles teve diagnóstico da doença a chance de transmissão é maior do que o público que circula nas ruas”, relata.

Difante afirma que mesmo o número de detentos não sendo o ideal, o fato de ter tido um diagnóstico em agosto e outro em setembro não é fora do padrão de outras casas prisionais. “Comecei em abril no presídio e garanto que todos os 18 pacientes recebem a medicação, conforme preconiza o Ministério da Saúde, duas a três vezes por semana entregamos diretamente na mão do preso”, observa.

Ele conta ainda que desde julho os números estão reduzindo. “O que reduz é o tratamento inicial. Desde julho está diminuindo os casos. O número de diagnósticos cresceu, pois, todo mundo tem alguma queixa é sempre testado. Nos últimos meses 40% a mais de exames que era rotina foram realizados”, confirma.

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