Um grupo de entidades reuniram-se nesta quinta-feira em Porto Alegre para lançar a Frente Nacional pela Aprovação do Uso da Membrana Amniótica em Queimados. O grupo reivindica a agilização do processo de regulamentação do uso desse recurso terapêutico e curativo por parte da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Ministério da Saúde.
Entre os pontos apresentados no lançamento da frente, os participantes destacam que o Conselho Federal de Medicina (CFM) já autorizou o uso da membrana amniótica como recurso terapêutico em 2021 e que o país registra um milhão de queimaduras por ano, das quais aproximadamente 100 mil precisam de atendimento médico-hospitalar, sendo 95% dos pacientes atendidos pelo SUS.
Além disso, o grupo aponta ainda que a farta disponibilidade de membrana amniótica oriunda dos partos de cesariana no país contrasta com as grandes dificuldades dos Bancos de Tecidos para a captação de pele de doadores falecidos, que atendem menos de 10% da demanda, e o alto custo dos curativos sintéticos.
Entre as 12 entidades que assinam a Frente Nacional estão a Fundação Ecarta, o Banco de Tecidos da Santa Casa de Porto Alegre, a Sociedade Brasileira de Queimaduras, a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria e a Central de Transplantes do Rio Grande do Sul.
Segundo o grupo, o deputado federal Dionilso Marcon esteve presente no ato e solicitará audiência com a Ministério da Saúde sobre o tema. A ex-senadora também participou do lançamento por ter tramitado o projeto no Senado Federal.