Saúde

Estilo de vida saudável pode evitar doenças neurodegenerativas

Painel reuniu neurologistas para desmistificar aspectos referentes as Doenças de Parkinson e demência

Projeção é que incidência aumente com o avanço da expectativa de vida
Projeção é que incidência aumente com o avanço da expectativa de vida Foto : Fabiano do Amaral

Sediada em Porto Alegre, a Brain Week promoveu na noite desta quarta-feira um painel sobre a prevenção de doenças neurodegenerativas. O debate reuniu especialistas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A iniciativa integra a programação do Congresso do Cérebro, Comportamento e Emoções, que reúne especialistas brasileiros e internacionais para discutir as inovações referentes a doenças psiconeurológicas.

A expectativa é que o encontro alcance 7 mil pessoas entre psiquiatras, neurologistas, geriatras, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas até o dia 7 deste mês. A programação para os dias do evento conta com atrações distribuídas em diversos pontos da Capital incluindo a sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e o Auditório Araújo Vianna.

O painel ministrado na noite desta quarta-feira contou debateu as semelhanças e diferenças entre as principais doenças neurodegenerativas no Brasil: Demência e Parkinson. De acordo com o neurologista Daniel Teixeira dos Santos, a perspectiva é de um aumento dos casos com o avanço da expectativa de vida. “Existem fatores de risco que a gente pode modificar e reduzir o risco de essa incidência. O objetivo de hoje é falar que, nas duas condições neurodegenativas mais comuns, de fato, se pode fazer alguma coisa para evitar que elas surjam”, explicou o palestrante.

De acordo com ele, mudanças de estilo de vida podem ser um importante aliado para a redução de casos de demência e Doença de Parkinson como a prática de exercícios físicos, que é um fator protetor para as duas condições. Já no caso específico da Doença de Parkinson, o consumo de cafeína aparece como uma prática que pode reduzir a incidência da doença.

Condições anteriores não tratadas como pressão alta, perda de audição, isolamento social e depressão, são fatores de risco para o desenvolvimento de demência na fase adulta, entre outros fatores citados pelos especialistas. “Se o uso de telas na meia idade aumenta o risco dessas doenças, nós ainda não sabemos. O fato é que usar a tela diminui a atenção e outras atividades que eventualmente são úteis para pra aumentar a reserva cognitiva, ou seja, a capacidade do cérebro de resistir a essas doenças”, explicou o Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital de Clínicas, Raphael Castilhos que também participou do debate.

A demência e o Parkinson são as doenças neurodegenerativas mais comuns. A frequência deve aumentar nos próximos anos, conforme apontam estudos feitos no HCPA. A palestra propôs uma desmistificação de aspectos do cérebro e do comportamento humano.

A Brain Week conferiu à Porto Alegre o título de Capital do Cérebro. A programação é concomitante com a 22ª edição do Congresso do Cérebro, Comportamento e Emoções que ocorre entre os dias 3 e 6 de junho no Centro de Eventos da Fiergs, com o objetivo de debater os avanços em saúde mental, neurologia, comportamento humano e inovação na área da saúde.

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