A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) anunciou, nesta quarta-feira (26), a aprovação de um tratamento promissor contra o câncer de pâncreas, inaugurando uma nova era na abordagem de uma das formas mais letais da doença. O tratamento, chamado Rasonque, desenvolvido pela startup americana Revolution Medicines, dobrou as taxas de sobrevivência dos pacientes, segundo seu ensaio clínico.
Embora não se trate de uma cura, este tratamento gera entusiasmo entre os oncologistas e associações de pacientes frente à perspectiva de maior sobrevida. Ele poderá ser tomado na forma de comprimidos e é apto para pacientes que sofrem de uma forma agressiva, mas frequente de câncer de pâncreas.
Entusiasmo na comunidade científica
No entanto, estes pacientes terão que ter recebido um tratamento anterior ou não poder receber quimioterapia combinada, detalhou a FDA. "A autorização oferece uma nova opção essencial aos pacientes que enfrentam um câncer extremamente grave e historicamente difícil de tratar", comemorou Kyle Diamantas, alto funcionário da FDA, em um comunicado.
- Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil
- Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão
O tratamento, que implica uma nova molécula chamada daraxonrasib, demonstrou ser muito mais eficaz que uma quimioterapia clássica durante seu teste clínico. Metade dos pacientes que o tomaram sobreviveu mais de 13 meses, ou seja, o dobro do tempo do grupo que recebeu a quimioterapia.
Estes resultados constituem o primeiro avanço notável contra o câncer de pâncreas em décadas. Eles também alimentam a esperança de contribuir para o desenvolvimento de tratamentos para outros pacientes, pois a molécula estudada age contra uma proteína implicada em vários tipos de câncer e contra a qual não se tinha conseguido atuar até muito recentemente.