Saúde

Governo anuncia a oferta de 23 medicamentos de alto custo para tratar 18 tipos de câncer no SUS

Investimento de R$ 2,2 bilhões contempla tratamentos para 18 tipos da doença e deve beneficiar 112 mil pacientes

Ministro da saúde explicou que os medicamentos de alto custo contemplam tratamentos para câncer cujas terapias estavam defasadas
Ministro da saúde explicou que os medicamentos de alto custo contemplam tratamentos para câncer cujas terapias estavam defasadas Foto : João Risi / MS / CP

Nesta sexta-feira, 15, o Ministério da Saúde anunciou uma nova tabela de financiamento com investimento de R$ 2,2 bilhões em 23 medicamentos destinados ao tratamento de 18 tipos de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os medicamentos de alto custo contemplam tratamentos para câncer de pulmão, câncer colorretal, câncer renal e melanoma metastático, cujas terapias estavam defasadas, de acordo com a pasta.

"É uma modernização do acesso", afirmou o ministro durante o evento de anúncio da expansão.

A implementação da medida ainda dependerá da adesão de Estados e municípios. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento na oferta dos medicamentos na rede pública será de 35% e deve beneficiar cerca de 112 mil pacientes.

De acordo com a pasta, a nova tabela contará com 10 medicamentos adquiridos diretamente pelo ministério. Os demais fármacos serão ofertados por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), modalidade em que a compra é realizada pelos centros habilitados no País, com financiamento federal, e Ata de Negociação Nacional.

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O anúncio foi realizado no Hospital de Amor, em Barretos, no interior de São Paulo. A instituição também receberá uma verba adicional de R$ 129 milhões, segundo Padilha.

O ministério informou ainda que, pela primeira vez, será criada uma tabela específica para o financiamento de cirurgias robóticas oncológicas na rede pública, com investimento estimado em R$ 50 milhões. Segundo o ministro, nove robôs devem entrar em operação ainda neste ano em hospitais do SUS.

A nova tabela também inclui procedimentos de reconstrução mamária, que passarão a abranger todos os casos de mutilação parcial ou total das mamas, com investimento anual estimado em R$ 27,4 milhões.

Além disso, o governo anunciou um novo edital para a compra de 80 aceleradores lineares destinados aos serviços de radioterapia.

Também foi anunciada a criação da Rede Saúde Brasil, voltada à implantação de uma estrutura de banda larga sustentável para viabilizar telecirurgias no SUS.

Confira a tabela com os novos medicamentos disponíveis:

Abemaciclibe - câncer de mama
Abiraterona - câncer de próstata
Acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos
Asciminibe - leucemia mieloide crônica
Betadinutuximabe - neuroblastoma de alto risco
Brentuximabe vedotina - linfoma de Hodgkin
Brigatinibe - câncer de pulmão
Carfilzomibe - mieloma múltiplo recidivado
Durvalumabe - câncer de pulmão
Erlotinibe - câncer de pulmão
Gefitinibe - câncer de pulmão
Larotrectinibe - tumores sólidos
Lenalidomida - linfoma folicular
Nivolumabe - melanoma avançado
Olaparibe - câncer de ovário
Pazopanibe - carcinoma renal
Pembrolizumabe - melanoma avançado
Ponatinibe - leucemia mieloide crônica resistente
Rituximabe - leucemia linfocítica crônica
Sunitinibe - carcinoma renal e tumor estromal gastrointestinal
Trastuzumabe - câncer de estômago
Trióxido de arsênio - leucemia promielocítica aguda
TSH recombinante - câncer diferenciado de tireoide