O Hospital Mãe de Deus realizou sua primeira cirurgia para artroplastia total do joelho utilizando o robô CORI, da Smith+Nephew. A instituição está entre os poucas da América Latina a oferecer essa tecnologia, que é uma das mais atuais para procedimentos ortopédicos no mercado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a artrose, doença inflamatória que causa a degeneração dos tecidos que revestem a cartilagem dos ossos, é uma das doenças mais comuns do mundo, acometendo de 70% a 80% das pessoas com mais de 65 anos. Também vemos hoje um aumento da longevidade, principalmente no Rio Grande do Sul. Com isso, nas próximas décadas, espera-se que maior deva ser a prevalência de problemas no joelho.
“São pessoas que vivem mais tempo, mas que querem manter sua qualidade de vida, com mobilidade para suas atividades e pouca dor. O uso da robótica na colocação ou na troca de prótese do joelho vem para trazer mais vantagens tanto para o paciente quanto para o cirurgião, em termos da precisão que oferece no procedimento. Com mais segurança na inserção, mais rápida é a recuperação e menor é a chance de o paciente sofrer com dores futuras”, explica o coordenador da Ortopedia e Traumatologia no Hospital Mãe de Deus, Marcos Paulo de Souza.
Outras vantagens incluem maior durabilidade, menos tempo de internação e menor chance de rejeição do material. A cirurgia do primeiro paciente no Hospital Mãe de Deus, uma artroplastia de joelho total em razão de artrose, foi um sucesso.
Como funciona o robô CORI
Uma câmera é fixada na articulação e sensores são colocados no joelho. Controlado pelo cirurgião, o robô CORI de segunda geração oferece um mapeamento inteligente e em tempo real, transmitindo para um monitor a tomada exata de medidas da área que deve ser operada.
O osso é cortado por fresa, e não por lâmina de serra, o que traz mais precisão e redução no tempo do corte.