Saúde

Hospital Moinhos de Vento e Hcor apresentam resultados de projeto emergencial à gestão de hospitais do RS

Iniciativa atende sete instituições públicas e filantrópicas afetadas pelas enchentes

Resultados foram apresentados durante evento no auditório do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre
Resultados foram apresentados durante evento no auditório do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre Foto : Leonardo Lenskij / Divulgação / CP

O Hospital Moinhos de Vento e Hcor divulgaram, nesta segunda-feira, um diagnóstico das primeiras medidas que devem ser implementadas como resultado da primeira etapa do projeto “Apoio Emergencial à Gestão de Hospitais no Rio Grande do Sul”. Demandado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), a iniciativa busca apoiar a gestão de sete instituições públicas e filantrópicas afetadas pelas enchentes que atingiram o estado.

O evento, realizado no auditório do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, reuniu gestores das instituições participantes, que receberam relatórios contendo diagnósticos emergenciais e situacionais, recomendações e um programa de capacitação a ser implementado. Iniciado em setembro, o projeto teve investimento de R$ 10 milhões pelo Ministério da Saúde, contando com o envolvimento de mais de 20 especialistas dos hospitais Moinhos de Vento e Hcor.

Para o superintendente de Responsabilidade e Gestão de Riscos do Hospital Moinhos de Vento, Admilson Reis, a iniciativa reforça a colaboração entre instituições de excelência e representa um marco na gestão hospitalar. “Desde o início das enchentes, os seis hospitais de excelência do Brasil, em parceria com o Proadi-SUS, se disponibilizaram para apoiar essas sete instituições hospitalares do Rio Grande do Sul. Mobilizamos rapidamente uma equipe altamente qualificada e conseguimos desenvolver este projeto em tempo recorde”, destacou.

As equipes dedicaram cerca de 7 mil horas de trabalho ao projeto, que abrange sete hospitais Hospital Universitário e Hospital de Pronto Socorro de Canoas, Hospital Presidente Vargas, Hospital Vila Nova, Hospital Restinga e Extremo Sul e Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre. Ao longo de 203 reuniões, foram analisados 3.175 itens, resultando na identificação de 2.750 oportunidades de melhoria, 698 recomendações e desenvolvimento de 48 capacitações. Além das recomendações estratégicas, táticas e operacionais, foi oferecido um plano de capacitação robusto, com quase 50 horas de treinamento, para alinhar equipes e promover a gestão do conhecimento.

O projeto foi estruturado em 12 pilares estratégicos: Rede de Atenção à Saúde; Governança corporativa; Econômico-financeiro; Prática assistencial; Qualidade e segurança; Serviços de apoio; Produção e capacidade assistencial; Recursos humanos; Compras e gestão de contratos; Logística; Infraestrutura e Tecnologia da Informação.

Para Admilson, os resultados possuem a capacidade de serem replicados em outros hospitais brasileiros. “Os aprendizados podem ser ampliados para outras instituições em condições similares. Essa ideia, inclusive, já está sendo avaliada para a criação de uma plataforma piloto que poderá auxiliar na realização de diagnósticos e de tratativas emergenciais em hospitais de todo o país”, explicou.

A gerente executiva de Responsabilidade Social da Associação Beneficente Síria Hcor, Joslene Menezes Rodrigues, reforçou a importância do papel de todos os envolvidos — especialistas, administradores e colaboradores. “Desde o início, deixamos claro que esse projeto não poderia ser mais um diagnóstico que fica no papel. Nosso objetivo sempre foi garantir que os resultados se traduzissem em ações concretas. Esse é um projeto para as equipes hospitalares que estão no dia a dia, cuidando dos pacientes. Nosso papel é criar as condições para que eles possam avançar e entregar o melhor atendimento possível”, salientou.

Próximos passos

A partir da apresentação dos resultados, inicia-se a segunda fase do projeto, que envolve a promoção de reuniões operacionais focais, a implementação das recomendações e a programação de agendas para o calendário de capacitações em 2025. A implementação dos resultados já inicia neste mês de dezembro. Já as capacitações serão realizadas entre janeiro e março. A entrega do relatório final está prevista para julho de 2025.

O consultor técnico da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Fernando Henrique Martins Silva, sublinhou o impacto do projeto. “Com a conclusão da fase de diagnóstico, entramos agora na etapa de implementação. Essa é uma oportunidade única para as instituições hospitalares avançarem de forma estruturada”, disse.

A secretária adjunta da Saúde do Rio Grande do Sul, Ana Costa, exalta a relevância da iniciativa. "Os hospitais de Porto Alegre e Canoas têm um grande impacto, atendendo a diversos municípios como referência. Qualquer fragilidade nessas instituições afeta não apenas a região Metropolitana, mas toda a rede estadual de saúde. É muito importante o engajamento dos nossos líderes e suas equipes nesse processo de implementação das recomendações. Essa é uma oportunidade única para alcançarmos resultados de excelência, que farão a diferença para toda a população gaúcha", ressaltou.

O evento contou com a presença dos secretários municipais de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, e de Canoas, Mauro Sparta, além dos representantes das instituições beneficiadas pela iniciativa.