São Gabriel está atualmente com índice de infestação predial (IIP) pelo mosquito Aedes aegypti de 4,5%, o que preocupa autoridades, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), índices acima de 4% são considerados altos e caracterizam situação de risco para a transmissão da doença. Os dados foram constatados após levantamento realizado nos primeiros 15 dias do ano, quando 1.262 imóveis foram vistoriados em diferentes regiões da cidade.
Durante o trabalho, os agentes encontraram 58 focos do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika vírus. Os focos foram encontrados, principalmente, em residências, mas também em estabelecimentos comerciais e em locais de uso coletivo. Entre os principais criadouros identificados estão baldes, pneus, caixas d'água, tonéis para armazenamento de água da chuva, bebedouros de animais e folhagens aquáticas, recipientes comuns no dia a dia e que facilitam a proliferação do mosquito.
As áreas com maior índice de infestação incluem os bairros Vila Maria, Vila Rocha, Mariana, Centro e Independência. Diante do cenário, a Secretaria Municipal da Saúde concentrou os trabalhos principalmente nos bairros Vila Maria, Vila Rocha e Independência, onde os índices são considerados mais elevados.
Agentes de endemias seguem visitando residências, orientando a população, identificando e eliminando possíveis focos, além de coletar material para análise, como forma de monitorar a circulação do Aedes aegypti e prevenir novos casos. As autoridades reforçam a orientação para que a população procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) ao apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores nas articulações, dor atrás dos olhos e mal-estar.
Para combater o mosquito é necessário que a população elimine recipientes que acumulam água parada, mantenha caixas d'água bem vedadas e cuide dos pátios e áreas externas. Também no primeiro mês do ano, a cidade registrou o primeiro caso de dengue, envolvendo uma adolescente, de 17 anos, residente na zona Norte do município. Ela mora na rua Antônio Mercado, nas proximidades do bairro Menino Jesus (Cohab), mas frequenta regularmente a casa da avó, no bairro Jardim das Hortênsias e conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde está recuperada e passa bem.