Saúde

Médicos mantém restrição de atendimentos na UPA Junção, em Rio Grande

A decisão ocorreu após assembleia realizada na noite desta segunda-feira

Os médicos que trabalham na Unidade de Pronto Atendimento Junção, em Rio Grande, estão há dois meses com os salários atrasados. Eles haviam realizado um acordo, com a IBSaúde, empresa que administra a UPA que dariam o prazo até o último sábado, dia 15, para a quitação dos salários do mês de novembro, como isto não ocorreu no domingo, eles deixaram de atender os casos classificados com as fichas na cor azul e verde, os casos menos graves, que devem ser atendidos nos postos de saúde da cidade. Em assembleia realizada na noite de segunda-feira, eles decidiram por decisão unânime manter a restrição, atendendo no local somente casos de urgência e emergência. “Encaminhamos um documento ao IBSaúde que disse que tem R$ 4,5 milhões de serviços realizados no local não pagos. A folha de pagamento dos médicos é de em torno de R$ 800 mil por mês”, relata a diretora da Região Sul do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Renata Jaccottet. Ainda segundo ela, em torno de 120 médicos trabalham no local.

Existe a promessa da IBSaúde de realizar o pagamento do mês de dezembro agora na próxima sexta. Caso isto ocorra, os médicos farão uma nova Assembleia com objetivo de decidir a suspensão temporárias das restrições. O prazo seria até o próximo dia 28, data limite do pagamento referente a janeiro. Em caso de não pagamento deste mês, as restrições devem ser retomadas.

Em nota, a prefeitura de Rio Grande confirmou ter firmado contrato com o IBSaúde e que está em dia com as suas obrigações com a empresa. O município se solidarizou com os médicos e garantiu que a Secretaria Municipal de Saúde está fiscalizando o serviço para garantir o cumprimento do contrato por parte da empresa para “assegurar o direito da população”. Procurado, o IBSaúde não se manifestou sobre a situação dos médicos, mas afirmou que o atendimento não está prejudicado no local.