O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento e o Hospital do Coração (Hcor), lançou nesta terça-feira um projeto de apoio emergencial à sete instituições de saúde públicas e filantrópicas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O projeto foi demandado pela pasta através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Único (PROADI-SUS).
Nele, os hospitais Moinhos de Vento e Hcor implementarão um processo de gestão junto às instituições atendidas, com a realização de diagnósticos emergenciais e situacionais, além da apresentação de planos de ação e apoio para a entrega de melhorias, capacitação lideranças e ajuda no monitoramento dos resultados. O projeto terá a duração de 12 meses, envolvendo hospitais de Porto Alegre e Canoas.
Entre as instituições que serão atendidas estão o Hospital Universitário de Canoas, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas, o Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, o Hospital Presidente Vargas, o Hospital Vila Nova, o Hospital Restinga e Extremo Sul e o Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. A escolha das instituições foi realizada pelas secretarias de Saúde e pelo Ministério da Saúde.
Segundo o CEO do Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, o hospital, ao lado do Hcor, sugeriu ao ministério este projeto em função dos impactos que as instituições de saúde do RS sofreram com as enchentes. “Alguns prejuízos foram diretos, como no Mathias Velho. Outros já estavam em dificuldades, seja por questões estruturais, de governança ou de gestão. Primeiro vamos fazer um diagnóstico das demandas, dos desafios e prejuízos que estavam acumulados, para apoiar as intervenções necessárias e observar quais são as oportunidades que já estão lá dentro”, citou.
Já o CEO do Hcor, Fernando Torelly, destacou que a iniciativa vai gerar uma rede de qualificação de gestão entre os hospitais participantes. “Esse é um projeto em que cada relatório terá a participação dos municípios, do Estado e da União. Hoje, nós somos uma rede. E esta é uma grande oportunidade onde um pode aprender com o outro. Além disso, o sucesso deste projeto pode transformar isso em uma iniciativa de abrangência nacional”, completou.
Representando do Ministério da Saúde no ato, o coordenador-geral da Atenção Especializada da pasta, Lucas Gomes, reforçou que o projeto ajudará os sete hospitais a retomarem suas ações plenamente após a enchente. “Dado toda a calamidade que o RS passou, nós no Ministério da Saúde entendemos que seria importante ter mais essa frente de ação. E prontamente a gente teve a colaboração do Hcor e Moinhos de Vento para apoiar o processo de reestruturação desses hospitais. Nestes 12 meses de projeto, teremos um retrato da situação dos sete hospitais para que eles tenham condições de recuperarem sua plena capacidade”, finalizou.