Saúde

Nobel de Medicina de 2026 premia avanços da optogenética

Pesquisa de cientistas americano e alemães abre caminho para tratamento de transtornos neurológicos como Parkinson e epilepsia

Laureados receberão um diploma, uma medalha de ouro e um cheque no valor de 1,2 milhão de dólares
Laureados receberão um diploma, uma medalha de ouro e um cheque no valor de 1,2 milhão de dólares Foto : JONATHAN NACKSTRAND / AFP

O Prêmio Nobel de Medicina de 2026 foi concedido, nesta segunda-feira (5), a um cientista americano e a dois alemães por seu trabalho no campo da optogenética, uma disciplina que permite compreender como determinadas células contribuem para a aprendizagem, o medo, o vício e o movimento. As pesquisas do psiquiatra e neurologista americano Karl Deisseroth e de seus colegas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel poderiam levar a um eventual tratamento para transtornos neurológicos e sensoriais, como a doença de Parkinson e a epilepsia.

"Por meio da optogenética, os pesquisadores conseguiram revelar os circuitos neurais que controlam memórias, sentimentos e comportamentos específicos relevantes para os transtornos neurológicos e psiquiátricos", afirmou o Comitê do Nobel, reunido em Estocolmo. Na medicina clínica, os pesquisadores utilizam este método para tentar restaurar a visão em pessoas com deficiência visual.

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Compreensão do cérebro

"A optogenética transformou radicalmente nossa compreensão do cérebro. Todos os dias surgem novas descobertas que ajudam a desvendar um dos grandes mistérios da humanidade: como funciona nosso incrível cérebro", ressaltou o comitê.

Os laureados receberão um diploma, uma medalha de ouro e um cheque no valor de 1,2 milhão de dólares (6,3 milhões de reais, na cotação atual) do rei Carlos XVI Gustavo em uma cerimônia oficial em Estocolmo, em 10 de dezembro.