Saúde

Nova presidência da Granpal assume posse em cenário desafiador na saúde pública

André Brito, prefeito de Taquari, representará a associação, enquanto Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba, é reeleito presidente do Consórcio, ambos para a gestão 2025-2026

Café Metropolitano - Posse do presidente do Consórcio e da Associação da Granpal.
Café Metropolitano - Posse do presidente do Consórcio e da Associação da Granpal. Foto : Pedro Piegas

O prefeito de Taquari, André Brito, eleito presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana da Grande Porto Alegre (Granpal), e Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba, foi reeleito presidente do Consórcio da Granpal, foram empossados oficial na manhã desta quarta-feira, dia 30, em edição do Café Metropolitano no Instituto Caldeira.

A cerimônia de posse das novas diretorias contou também com a assinatura da equipe de membros do Conselho Fiscal. O evento contou com a presença de autoridades, como prefeitos e vice-prefeitos de diversos municípios. De Porto Alegre, a pasta foi representada por Betina Worm.

Brito sente-se determinado a trabalhar pela unidade dos municípios e assumir a associação em um momento considerado de “grande crise” na saúde pública. “Nós estamos desde 2020 com a Covid, com a pandemia, depois com as secas, e hoje está fazendo 1 ano da maior enchente. E agora temos essa crise também na saúde pública. Nós temos que tentar buscar consensualizar uma saída para tudo isso”, disse. “Existe um custo definido para manutenção de um hospital. Existe um debate político entre os entes da federação, onde falam em milhões. Mas nós temos que saber quantos milhões é o custo real da saúde pública, para nós chegarmos a um denominador comum, completou.

Ele lembra que há uma defasagem entre a realidade do custo real dos hospitais e do que recebem, ao mesmo tempo em que há uma demanda crescente de necessidade de serviço de saúde pública pela população. “Nós temos que construir, através do diálogo firme, porque é porta dos prefeitos que batem os problemas maiores. Então, nós temos que fazer esse debate de forma transparente para a sociedade, do real custo hoje da manutenção da saúde pública e do real valor do financiamento”, diz, e defende que gestores públicos também devem ser transparente, já que “saúde pública é uma necessidade de toda a população”.

"É um orgulho estar assumindo a Granpal novamente, em 40 anos é a primeira vez que um prefeito é reeleito, e com esse desafio de dar continuidade de tudo que aconteceu no Rio Grande do Sul e que a Granpal tem desafio de dar continuidade, principalmente na saúde, que depois da pandemia e da tragédia climática, mostrou muitas fragilidades”, disse Maranata, lembrando que o inverno que está chegando irá exigir mais ainda da saúde, que precisa ter atendimento não só do Estado e município, mas também da União. Ele defende a revisão da tabela SUS e mais recursos na região metropolitana.

Maranata também ressalta os desafios na reconstrução do Estado pós enchente. "São 6,5 bilhões de recursos que foram destinados ao fundo, que a gente precisa da atualização, e isso bate na porta dos nossos prefeitos todos os dias. A população nos cobra, nós estamos falando de 25 prefeitos da região metropolitana, 40% do povo gaúcho, e aqui foram as cidades, os moradores, as empresas mais atingidas foram aqui na região metropolitana".

Em relação à situação da entrega da gestão de serviços de média e alta complexidade em Porto Alegre para o Governo do Estado, ele defende que o projeto precisa ser mais transparente na qualidade de atendimento para a população. "A gente vai voltar a conversar com o governo do Estado, prefeito Melo já teve uma conversa com o governador, e não saiu satisfeito", disse.

“Não é só cuidar de Porto Alegre também, colocar mais recursos e atualizar a tabela de auxílio, mas é também dar condição estrutural para as prefeituras e as cidades da região metropolitana para que possa atender, porque, com a superlotação, a gente está vendo um gargalo físico já, estrutural, não tem mais onde colocar. As pessoas precisam ser também atendidas dentro da sua cidade, mas o prefeito não consegue fazer isso se não tiver recurso, não tiver dinheiro", disse Maranata.

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