Saúde

Oito cidades do RS são certificadas por boas práticas na eliminação da transmissão vertical de HIV

Certificados foram entregues pelo Ministério da Saúde

Solenidade Cidade Livre do HIV
Solenidade Cidade Livre do HIV Foto : Pedro Piegas

Cinco cidades do Rio Grande do Sul foram certificadas por realizarem boas práticas para a eliminação da transmissão vertical (da mãe para o bebê) de HIV e/ou sífilis. A solenidade ocorreu nesta quarta-feira, no auditório da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

A secretária de Estado Adjunta da Saúde, Ana Costa, destacou a importância do Programa PrevineRS – que tem como objetivo promover ações articuladas da Secretaria Estadual da Saúde para responder a situação epidemiológica de alta prevalência de sífilis e de HIV no RS.

Ela ressaltou o apoio e a sensibilidade do governo do Estado em apostar no projeto: “O governador defendeu a importância de combater o problema e não fechar os olhos para a realidade”. Em um discurso emocionado, ressaltando o sucesso do projeto, e as inúmeras vidas salvas, Ana enfatizou: “É com vontade política, apoio técnico e com muito trabalho é que se constrói uma sociedade mais justa. Não há outra forma”.

Os municípios que receberam o reconhecimento estadual são: Carazinho, Lajeado, Santo Ângelo, Campo Bom e Cruz Alta. Já Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul e Sapucaia do Sul (cidades com população maior de 100 mil habitantes) foram certificadas pelo Ministério da Saúde.

A prefeita de Cruz Alta Paula Rubin Facco Librelotto, que recebeu o selo prata em direção de boas práticas, rumo à eliminação da transmissão vertical do HIV – que reconhece municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes que investem na eliminação do vírus – destacou que a cidade atende não só a sua própria população, mas também municípios da região, com equipe especializada composta por médico, enfermeiro, assistente social e outros funcionários.

Paula também destacou que o município se organiza para oferecer atendimento completo, incluindo prevenção, e que os recursos do governo do estado são importantes para essa política.

“Eu sou médica infectologista também, então sermos reconhecidos com esse selo prata é um incentivo e também mostra que estamos na direção correta da aplicação dos recursos da saúde para cada vez mais melhorar a vida da nossa gente”, disse.