Saúde

Porto Alegre é a segunda capital do país com maior concentração de médicos por habitantes

Dado de 11,81 profissionais a cada mil habitantes está acima da média nacional

Capital também concentra um dos maiores números de médicos especialistas
Capital também concentra um dos maiores números de médicos especialistas Foto : Pexels

Porto Alegre é a segunda capital do Brasil com o maior concentração de médicos: são 11,81 profissionais por um mil habitantes. Acima da média nacional, que é de 3,08.

O dado está no estudo Demografia Médica 2025, lançado nesta quarta-feira, 30, com apoio do Ministério da Saúde.

Além de Porto Alegre, o ranking das capitais que mais concentram médicos no país é composto por Vitória, no Espírito Santo, e Florianópolis, em Santa Catarina.

Taxa de médicos por 1 mil habitantes

  • Vitória (Espírito Santo) – 18,52 médicos
  • Porto Alegre (Rio Grande do Sul) – 11,81
  • Florianópolis (Santa Catarina) – 10,48

A capital São Paulo lidera com o maior número absoluto de médicos (80.834), mas a razão é de 6,80 profissionais por 1.000 habitantes, densidade menor que Belo Horizonte (Minas Gerais), com 9,98. As três capitais da região Sul têm mais de 9 médicos por 1.000 habitantes.

Dado por região do Brasil

A região Sul apresenta a maior razão de médicos por 1.000 habitantes em suas capitais (10,26), seguida pelo Sudeste (7,33), Nordeste (6,95), Centro-Oeste (6,76) e Norte (3,78). No geral, a densidade de médicos nas capitais supera a média estadual, reforçando a concentração dos profissionais nas grandes cidades

Médicos especialistas

A pesquisa ainda mostrou que o Distrito Federal tem a maior concentração de médicos especialistas (453,50 por 100.000 habitantes), seguido por São Paulo (244,19), Rio de Janeiro (237,23) e Rio Grande do Sul (234,44). Já Maranhão (68,22), Pará (70,73) e Amazonas (81,29), apresentam as menores densidades.

O estudo

O levantamento é conduzido há 15 anos pelo departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB). A edição de 2025 é a primeira realizada com o apoio do Ministério da Saúde.

A pesquisa reúne dados nacionais e internacionais sobre formação, distribuição e atuação de médicos, com projeções para os próximos anos. Os dados utilizados têm como base registros da Comissão Nacional de Residência Médica, do Ministério da Educação, e de sociedades de especialidades vinculadas à AMB.

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