A saúde de Porto Alegre tem um novo painel de monitoramento dos atendimentos e leitos em emergências de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Isso porque entrou em operação nesta segunda-feira o novo dashboard da Secretaria Municipal da Saúde. O sistema foi apresentado no final de semana pelo secretário Fernando Ritter.
Segundo ele, o novo painel oferece mais dados a serem analisados tanto pelos gestores como pela população. Entre as novidades, está o tipo o monitoramento do tipo de leito, que pode ser emergencial, cirúrgico e clínico, além da prioridade do regulador em encaminhar estes pacientes para atendimento especializado, o tipo de patologia relatada pelo paciente e, principalmente, se a pessoa que busca atendimento é moradora ou não de Porto Alegre.
Além disso, Ritter reiterou que o sistema criado pela Empresa Pública de Tecnologia da Informação e Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre (Procempa) está à disposição de outros municípios para ser replicado. No final da tarde de sexta-feira, ele realizou uma apresentação com dados registrados ao longo do dia na saúde da Capital. Das quase 4 mil pessoas atendidas na ocasião, cerca de 880 não eram moradores de Porto Alegre, mas buscaram atendimento de forma espontânea, ou seja, locomovendo-se até uma emergência da Capital.
“Em vez de ir até uma emergência em suas cidades, elas vieram até aqui e foram atendidas. A principal causa da vinda desses pacientes é gastroenterologia. Alguns eu entendo a necessidade de serem atendidos aqui, mas uma boa parte não precisaria estar aqui. Muitos são, por exemplo, de Canoas. Nós não temos que atender canoenses. Eles são autossuficientes. A nossa ideia nesse novo dashboard é poder ver várias dessas coisas”, relatou.
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A mudança ocorre em meio a um debate sobre os atendimentos feitos na Capital. Na última semana, o prefeito Sebastião Melo afirmou que poderá suspender alguns serviços de saúde em função do repasse feito pelo Governo do Estado. Entre esses serviços está o de atendimento no setor de queimados do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS), que seria fechado para moradores de fora da Capital.
Ainda de acordo com Ritter, mesmo que deixe de receber o valor pelo serviço, teria mais recursos em caixa para aplicar em outros setores da Saúde. “Aquilo que não vale a pena dividirmos com o Estado, eu vou devolver para o Estado”, finalizou o secretário, sobre dividir a conta daqueles pacientes de fora de Porto Alegre, em especial da Região Metropolitana.