Saúde

Quase mil prefeitos se reúnem em Brasília pedindo mudanças no piso da enfermagem

Ação da CNM busca alteração na forma do financiamento do pagamento, sancionado neste mês pelo presidente Lula

Rosiana e Ziulkoski se reuniram com Lira para buscar alterações no projeto em tramitação na Câmara
Rosiana e Ziulkoski se reuniram com Lira para buscar alterações no projeto em tramitação na Câmara Foto : Divulgação / CNM

Prefeitos de todo o país estão nesta terça-feira em Brasília para a Mobilização Municipalista, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em prol do financiamento do piso nacional da enfermagem. Os gestores se reuniram na sede da entidade, e à tarde visitaram gabinetes no Congresso Nacional e, por último, se encontraram com parlamentares. A confederação pede a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2022, que aumenta em 1,5% o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), para ajudar a custear o piso.

O projeto em questão, do deputado federal Hildo Rocha (MDB/MA), e assinado por, ao menos, 16 parlamentares gaúchos, é de outubro de 2022 e está em tramitação na Câmara, havendo pedido para que o mesmo seja apreciado em plenário. Hoje mais cedo, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e a 3ª vice-presidente, Rosiana Beltrão, se reuniram com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e ouviram dele que o tema será levado hoje ao colégio de líderes partidários. 

Em março deste ano, Lira havia dito na 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, também promovida pela CNM, que o Legislativo promoveria “amplo debate” sobre o assunto. Em outra frente, no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes suspendeu na semana passada do julgamento em plenário virtual sobre o pagamento do piso, pedindo vistas da questão.

A CNM afirma que é preciso aprofundar a análise acerca de portaria, assinada em maio pelo Ministério da Saúde que transfere R$ 7,3 bilhões aos estados e municípios para cumprir a legislação acerca do pagamento. A lei foi sancionada pelo presidente Lula no último dia 12. No entanto, a confederação afirma que o valor não é suficiente, e que os impactos do pagamento para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem somam R$ 10,5 bilhões somente às cidades. “A portaria apresenta diversas inconsistências e o plenário do STF ainda não concluiu o julgamento”, apontou a confederação. 

Outras pautas tratadas com Lira e demais deputados tratam da reforma Tributária, prorrogação da nova Lei de Licitações, reforma da previdência no âmbito municipal, impactos de pisos salariais que tramitam na Câmara, a exemplo da vigilância sanitária e da assistência social e programa Mais Médicos. Estes assuntos, segundo a CNM, também deverão ser levados à reunião de líderes de hoje. Precisamos ter paciência e persistência para conseguirmos encaminhar algumas soluções importantes”, comentou Ziulkoski.