O Hospital Santa Ana, no bairro Teresópolis, retoma nesta sexta-feira a operação em 28 leitos de saúde mental em Porto Alegre para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, o hospital reabrirá 82 vagas, entre leitos clínicos e de saúde mental, nos próximos dias. Nesta quinta-feira, o hospital recebeu o prefeito Sebastião Melo e o secretário de Saúde, Fernando Ritter, para uma visita nas áreas que receberam melhorias.
No dia 6 de janeiro, 21 leitos clínicos já haviam sido entregues e outros 33 estão previstos para entrarem em operação no dia 3 de fevereiro. Parte das alas que passaram por melhorias também receberam artes em grafite do artista local Deivid Bizer. O prefeito Melo destacou a retomada dos serviços no hospital, que estavam suspensos desde o temporal do dia 16 de janeiro de 2024.
“Este hospital é uma unidade de retaguarda. Ou seja, ele recebe paciente que foi inicialmente atendido em outro hospital e que veio para cá. Esses leitos são importantes, são uma sinalização de melhora na saúde, mas não são suficientes. Porto Alegre não atende apenas pacientes daqui. A saúde da região Metropolitana está desarranjada e, por isso, muitos vêm para cá. O caminho para melhorar a saúde é os entes da federação darem as mãos, pois a saúde não é só da Capital”, reforçou.
A diretora do Santa Ana, Arlete Fante, explicou que os leitos foram fechados no ano passado em função de danos resultantes do temporal de janeiro. Pouco depois, a enchente agravou a situação ao causar estragos no Hospital Mãe de Deus, que também pertence à Associação Educadora São Carlos (AESC), mantenedora do Santa Ana.
“O Santa Ana nasceu para ser uma retaguarda clínica, colaborando com giro de leitos de outros hospitais e unidades de Pronto Atendimentos na área clínica e de saúde mental. Em função dos eventos climáticos do ano passado, nós fizemos uma redução de leitos para recuperar assim que possível, como está sendo em 2025”, citou.
O secretário Ritter salientou que a retomada dos leitos ajudará a desafogar vagas em outras unidades, principalmente por conta do fechamento para reformas no Hospital São Lucas da PUCRS, que retomará atendimentos na próxima semana, e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
“Com a reabertura desses leitos, teremos condições de aliviar a pressão sobre o sistema de urgências da Capital. Mas não vai ficar só por aí. Entre as metas da prefeitura está a redução de filas. Precisamos de um trabalho coletivo. Não adianta só colocar leito. Nós precisamos reduzir o tempo de espera nas filas para que as pessoas fiquem em situações mais graves”, finalizou.