Rio Grande, no Sul do Estado, decretou emergência em saúde pública no município. Segundo a secretária municipal de Saúde, Juliana Acosta, a medida foi tomada devido ao aumento dos casos gripais e de síndrome respiratória grave nos últimos 15 dias. "Monitoramos a situação há três meses e nas últimas duas semanas a situação piorou muito e a região tem poucos leitos de retaguarda", afirma. Para ela é necessário que o Estado e a União tenham conhecimento da questão dos leitos hospitalares e também da população sobre as medidas que visam diminuir a circulação dos vírus. "Com o decreto conseguiremos com maior agilidade adquirir medicamentos, máscaras e álcool para os estabelecimentos de saúde", justifica.
Segundo a prefeitura os casos de óbito por síndrome respiratória aguda grave no município chegou a 29 e é registrada superlotação nos serviços de saúde, especialmente em UTI's geral, pediátrica e neonatal. "Destas mortes, seis constam como vacinadas, acredito que isto seja um alerta para que a população se imunize", enfatiza. Dos óbitos, 11 foram por influenza, dois por rinovírus, um por vírus sincicial respiratório (VSR),, um por pneumovírus e oito por Sindrome Respiratória Aguda Grave não especificada. Quatro casos ocorreram na UPA Junção, três na UPA Cassino, 10 no Hospital Universitário, 11 na Santa Casa, um no hospital Momporto. Dos pacientes 26 tinha doenças pré-existentes (comorbidades).
Ela conta que há dois meses era grande a busca por vacinas nos postos, mas agora a procura diminuiu. "Nos grupos de crianças e gestantes, por exemplo, que são considerados prioritários, está a nossa maior preocupação, pois não chegamos a 50% de imunizados", observa.
Com o decreto, a prefeitura também poderá agilizar ações como o reforço nas equipes de saúde, compra emergencial de insumos, além de articular a ampliação na oferta de leitos. Para que as pessoas se vacinem, o município oferece os postos Rita Lobato (Centro) com horário estendido das 19h às 23h, assim como o Proflurb e o Vila da Quinta que funcionam também das 19h às 7h, além do horário normal e durante os fins de semana. No Parque Marinha o atendimento é 24 horas. A UPA Junção tem atendimento domiciliar para quem necessita seguir em observação ou receber medicamentos. A UPA Cassino e o posto Rita Lobato tiveram reforço nas equipes.