O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Porto Alegre contará, a partir desta quinta-feira, com uma nova modalidade de atendimento pré-hospitalar. Entra em operação o chamado Grupo de Atendimento Integrado Avançado (Gaia), composto por uma equipe especializada e um veículo com mais equipamentos, para auxiliar em resgates complexos, além dos padrões das Unidades de Suporte Avançado do Samu.
O reforço contempla mais quantidades do material que havia antes, como explica o coordenador-geral do SAMU de Porto Alegre, Fabiano Barrionuevo. Por exemplo, materiais de triagem, monitores e cordas. No veículo, há, também, equipamentos de reanimação cardíaca, para monitoramento cardíaco e oxigênio, e macas, além de outros equipamentos e insumos para atender dezenas de pessoas. “A gente tem uma capacidade de atendimento maior do que uma ambulância normal”, diz. As equipes especializadas estão em treinamento há, pelo menos, um ano, e devem seguir com os treinos.
Entre as ocasiões que o novo serviço irá atender, está, por exemplo, um acidente envolvendo dezenas de vítimas, atendimentos em enchentes, evacuação de um hospital, resgate em prédio, incêndios, entre outras situações críticas. “Onde tem um potencial de múltiplas vítimas, onde essa equipe chega, organiza, gerencia o risco, auxilia na triagem e na evacuação para o hospital”, explica.
“Representa um avanço, uma elevação da qualidade do serviço. Como eu tava comentando, toda melhora do serviço. Ele puxa os outros servidores, puxa as outras equipes para também buscar uma melhor”, diz o coordenador.
O reforço foi entregue pela Secretaria Municipal de Saúde, com investimento de cerca de R$ 350 mil para a compra do veículo. Ainda, para comprar alguns equipamentos que faltavam, totalizando R$ 800 mil. "É um veículo que se desloca de forma mais rápida, tem um sistema de iluminação extra, que à noite, se a gente precisar, cria um ambiente de condição para a gente poder atender, e principalmente ele pode atender simultaneamente várias pessoas”, diz o secretário de Saúde, Fernando Ritter.
O serviço foi aceito pela Secretaria de Saúde após uma emenda parlamentar protocolada pelo vereador Jessé Sangalli (PL). Ele conta que, na enchente de 2024, viu um veículo semelhante, emprestado pelo governo de São Paulo, que auxiliava no atendimento de múltiplas vítimas. "Como nós temos emendas impositivas metade para qualquer, qualquer custo e metade para saúde e esse valor era superior ao que eu podia gastar na área da saúde. Eu destinei para fazer o projeto", conta. O projeto mudou ao longo do tempo. Inicialmente, seria um depósito ambulante para o acolhimento de vítimas. Após, foi transformado para o veículo acessar locais difíceis.
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