Sirenes de ambulância e uma movimentação atípica de atendimento de vítimas chamaram a atenção de quem passava pelas proximidades do Hospital Cristo Redentor no início da tarde desta quinta-feira. Isso porque a casa de saúde, que pertence ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), promoveu mais uma atividade simulada com múltiplas vítimas para qualificar a capacidade de resposta para esse tipo de adversidade. O hospital é referência estadual no atendimento de pessoas acidentadas, como por queimaduras ou traumas.
A atividade simulou um acidente com múltiplas vítimas após uma fictícia queda de arquibancada em um show realizado em Porto Alegre. A ação iniciou por volta das 14h10min, quando a gerente de Internação do Hospital Cristo Redentor, Fernanda Kraemer, recebeu uma ligação de emergência comunicando sobre a fatalidade, dando início ao Plano de Atendimento a Múltiplas Vítimas. Segundo ela, o simulado envolveu cerca de 300 pessoas, sendo 200 funcionários do hospital e outros 100 estudantes de faculdades de Medicina e Enfermagem.
Ao todo, a ação durou cerca de 2 horas, sendo a primeira parte destinada ao recebimento do chamado de emergência e a chegada dos 31 pacientes e seus familiares, e a segunda metade para os protocolos de atendimento interno e encaminhamento das vítimas para exames e procedimentos, como cirurgias. A gerente do hospital destacou que o teste serve para aprimorar os serviços de emergência e demais setores destacados para atender demandas como esta.
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“O atendimento é baseado na previsão de vítimas que vão chegara. Quando o hospital é acionado, temos uma ideia a partir da magnitude do acidente de quantas possíveis vítimas teremos. Por isso, a simulação para os trabalhadores do hospital é uma surpresa. Só ficamos sabendo o que aconteceu e quantas vítimas quando elas começam a chegar. A partir disso, damos entrada desses pacientes para iniciar o atendimento e a identificação dessas vítimas”, contou.
Ela destaca ainda que o Plano de Atendimento a Múltiplas Vítimas do Hospital Cristo Redentor foi implementado em 2014, após a experiência vivenciada pela casa de saúde no atendimento das vítimas da Boate Kiss, em janeiro de 2013, em Santa Maria. A atividade desta quinta foi acompanhada por alunos da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa). Uma reunião na próxima semana definirá possíveis melhorias no plano de atendimento.
“O Cristo Redentor sempre teve profissionais muito experientes e capacitados, e o atendimento se baseava muito nesta vivência. Mas com a Boate Kiss, que foi um marco no Rio Grande do Sul, percebemos que precisávamos ter isso mais organizado e começamos a elaborar o nosso plano. A partir disso, passamos a ter uma forma mais organizada de treinamento para esses processos de trabalho”, completou Fernanda.
Galeria de Fotos: Simulação com Múltiplas Vítimas
Sirenes de ambulância e uma movimentação atípica de atendimento de vítimas chamaram a atenção de quem passava pelas proximidades do Hospital Cristo Redentor no início da tarde desta quinta-feira.
— Correio do Povo (@correio_dopovo) November 5, 2026
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