Saúde

Summit de pesquisa clínica do Hospital Moinhos de Vento reúne especialistas globais nesta sexta em Porto Alegre

Evento debate avanços na pesquisa relacionada à saúde no Brasil e exterior

Clinical Research Summit do Hospital Moinhos de Vento
Clinical Research Summit do Hospital Moinhos de Vento Foto : Camila Cunha

Com especialistas do Brasil e do exterior, o Hospital Moinhos de Vento promove, nesta sexta-feira, o Clinical Research Summit, no Hotel Deville Prime, na zona Norte de Porto Alegre. Em debate, os avanços mais atuais na pesquisa clínica, envolvendo todos os segmentos da saúde. Debatedores da iniciativa privada e do poder público discutem também o desenvolvimento científico de alto impacto. A aula magna, às 14h, é com Peter Libby, professor da Harvard Medical School e médico do Brigham and Women's Hospital, um dos mais influentes cardiologistas do mundo.

Ao final, os especialistas devem elaborar as diretrizes de um futuro artigo científico sobre os desafios, avanços e perspectivas da pesquisa clínica no Brasil. “Temos, em nosso país, um ecossistema muito bom para se fazer pesquisa, porém ainda precisamos discutir temas de alta complexidade para podermos vencer estes gargalos e expandir os métodos ainda mais”, disse o coordenador do Instituto de Pesquisa Moinhos, o médico cardiologista Eduardo Dytz Almeida.

“Todas as pesquisas que temos no Moinhos de Vento têm como objetivo final impactar a vida das pessoas. Seja através de protocolos para podermos proporcionar novos tratamentos, até pesquisas envolvendo a comunidade, como esta envolvendo a prevalência do HIV na região metropolitana, que é extremamente impactante e certamente vai deflagrar mudanças de políticas públicas”, acrescentou. O CEO do Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, disse que a pesquisa é um importante pilar no hospital, com R$ 20 milhões já investidos na área clínica, e um número superior a 60 profissionais atuando neste setor.

“Estamos muito orgulhosos de poder trazer ciência e pesquisa para o Brasil, oportunizando este intercâmbio de profissionais para alguns dos centros mais importantes do mundo e fazê-los aplicar aqui suas ações. Enquanto o Brasil não desenvolver pesquisa, ciência e tecnologia próprias, não vamos conseguir ter um desenvolvimento como queremos. Nossa intenção é também desenvolver tecnologia e ciência em prol do Rio Grande do Sul”, salientou ele.

O professor emérito de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Cesar Victora, uma das maiores autoridades do país no assunto, esteve também presente. Para ele, autor de pesquisas na área de primeira infância e nutrição infantil, a sinergia entre o poder público e a iniciativa privada é importante, assim como o investimento contínuo na área.

“O Brasil, nos últimos anos, melhorou muito em pesquisa. Comecei a pesquisar em 1977, quando não havia financiamento nacional. Ao longo do tempo, o país vem patrocinando estas questões, não apenas nas universidades públicas, mas, de maneira geral, nos hospitais. Então, tem sua importância, sim”, salientou ele. Hoje, o Instituto de Pesquisa Moinhos realiza mais de 200 estudos clínicos.

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