Saúde

UE aprova medicamento de nova geração para tratamento do Alzheimer

Comissão autorizou a venda de Kisunla, um medicamento para tratar as deficiências cognitivas leves, nas primeiras fases da doença

Medicamento foi aprovado após uma rejeição inicial
Medicamento foi aprovado após uma rejeição inicial Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

A União Europeia (UE), aprovou, nesta quinta-feira, 25, sob estritas condições, o uso de Kisunla, um medicamento de última geração do laboratório Eli Lilly para o tratamento do mal de Alzheimer. "A Comissão Europeia autorizou a comercialização de Kisunla, um medicamento para tratar as deficiências cognitivas leves, incluindo demência leve, nas primeiras fases da doença", anunciou a Comissão em um comunicado.

Com base na molécula donanemab e fabricado pelo grupo Eli Lilly, o Kisunla, junto com o Leqembi (lecanemab), da Biogen e Esai, são as principais novidades dos últimos anos para o tratamento do Alzheimer. Estes medicamentos geraram forte controvérsia médica sobre sua utilidade.

Por um lado, mostraram um efeito sem precedentes em ensaios clínicos após décadas de pesquisas infrutíferas para desacelerar o deterioramento dos pacientes. Por outro lado, esse efeito continua sendo muito limitado e alguns especialistas consideram que não representa uma diferença significativa para o paciente.

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Além disso, podem provocar efeitos colaterais graves, às vezes mortais, principalmente hemorragias e edemas cerebrais. A UE, seguindo a recomendação de sua Agência de Medicamentos (EMA), já havia aprovado a comercialização do Leqembi no final de 2024, após inicialmente tê-la rejeitado, impondo condições rigorosas.

O mesmo aconteceu com o Kisunla, aprovado também após uma rejeição inicial pela EMA. Este medicamento só pode ser administrado a pacientes nas fases iniciais do Alzheimer, e apenas se não apresentarem uma mutação genética que os torne especialmente vulneráveis aos efeitos colaterais.