Saúde

Unidade Básica de Saúde de Ernestina funciona precariamente nesta segunda-feira

Temporal da madrugada de sábado afetou os serviços da instituição

Durante o temporal, ois aparelhos de ar-condicionado e 70 telhas foram deslocadas pela força do vento
Durante o temporal, ois aparelhos de ar-condicionado e 70 telhas foram deslocadas pela força do vento Foto : Raquel Altmann / Secretaria de Saúde de Ernestina / CP

A população de Ernestina, no Norte do Estado, segue sentindo os efeitos do temporal que atingiu o município no início da madrugada de sábado. Além das mais de 100 casas, prédios públicos também sofreram algum tipo de dano. Um dos locais atingidos é a única Unidade de Saúde do município. “Além de 70 telhas, dois aparelhos de ar-condicionado foram arrancados pelo vento”, relatou a secretária municipal de Saúde, Raquel Altmann.

Segundo ela, três consultórios estão provisoriamente desativados devido a inundações, que afetaram os serviços de Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Odontologia. “No caso do dentista, precisamos esperar secar os equipamentos que foram molhados com a chuva, para poder chamar um especialista e contabilizar o prejuízo”, lamentou.

Raquel confirmou que o atendimento está sendo realizado de forma adaptada. “Estamos fazendo o que conseguimos, pois ainda tem água correndo pela parede. Com o destelhamento, a laje foi inundada. Realizamos escalas intercalando os profissionais, devido à falta de salas. Nossa prioridade é o cuidado, para que o paciente também não corra riscos”, observou. O posto de saúde está localizado na área central. Raquel projetou até sexta-feira resolver todos os problemas no local. “Pedimos paciência da população. Acredito que até o final da semana poderemos resolver tudo”, assinalou.

Defesa Civil Estadual descarta ocorrência de tornado ou microexplosão

No final da manhã desta segunda-feira, a Defesa Civil Estadual descartou a ocorrência de tornado ou microexplosão em Ernestina. Segundo documento recebido pela prefeitura, a cidade foi atingida por uma linha de instabilidade, com ventos de mais de 90km/h, que causaram destelhamentos e queda de árvores. Em pontos da zona rural, houve danos em uma faixa estreita de 300 metros, segundo relatos. A avaliação foi realizada com base em imagens aéreas dos danos que mostravam árvores caídas e destelhamentos leves. “Tanto as árvores quanto os destroços derivados dos destelhamentos indicam vento da mesma direção. Não há evidência de que os telhados ou árvores tenham sido jogados em diferentes direções, o que caracterizaria tornado. Também não há sinais de divergência na direção em que os destroços foram jogados, indicando que é improvável que tenha ocorrido uma microexplosão”, justificou o documento.

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