Saúde

Vacinação contra a Monkeypox começa em Porto Alegre com baixa procura

No primeiro momento, são 236 doses a homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com HIV e determinadas condições clínicas

Capital recebeu 236 doses do Ministério da Saúde
Capital recebeu 236 doses do Ministério da Saúde Foto : Cristine Rochol/PMPA

Começou nesta terça-feira a vacinação contra a Monkeypox (Mpox) em Porto Alegre, inicialmente no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) Santa Marta, no Centro Histórico. Em um primeiro momento, são 236 doses encaminhadas pelo Ministério de Saúde à Capital, aplicadas em homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, acima de 18 anos de idade, vivendo com HIV e com determinadas condições clínicas. A vacina segue sendo disponibilizada para este público de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A segunda etapa de vacinações deverá contemplar profissionais de laboratório com níveis de biossegurança 2 e 3, e entre 18 e 49 anos de idade, que trabalham diretamente com o Orthopoxvírus. No entanto, este público somente deverá receber a imunização quando houver novas doses disponíveis. “O Programa Nacional de Imunizações (PNI) direciona as estratégias de vacinação de acordo com a população com maior risco. Esta população que recebe inicialmente é mais suscetível ao vírus e com maior chance de transmissibilidade”, diz o enfermeiro do Núcleo de Imunizações da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), Augusto Crippa.

De acordo com ele, a expectativa é de que todas as doses sejam utilizadas no público-alvo, atendendo a população que procura os SAEs, especialmente o Santa Marta, onde a imunização está concentrada, bem como aqueles que são encaminhados por médicos do setor privado. O público atendido atualmente é o pré-exposição, ou seja, com maior predisposição a serem contaminadas pela monkeypox.

Na manhã desta terça-feira, o movimento de pessoas no SAE, que fica no quinto andar do edifício da Unidade de Saúde Santa Marta, era fraco, mas havia pessoas aguardando para a imunização. O esquema da vacina Jynneos prevê duas doses, com intervalo de quatro semanas (ou 28 dias) entre as doses. Há alguns meses, a Monkeypox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, assustou o mundo em meio à pandemia de Covid-19. 

A estratégia atual considera a queda progressiva nos casos no planeta, incluindo o Brasil, entre outros fatores. Dentro do público-alvo, a Prefeitura alerta que não podem ser vacinadas pessoas que já tiveram diagnóstico de Mpox, que apresentarem lesão suspeita da doença no momento da vacina ou aquelas com contraindicação para a mesma. “Também temos a possibilidade de imunizar pessoas pós-exposição. Neste caso, será entrado em contato com elas, orientando referente à vacinação”, comentou Crippa.