Um prédio de quatro andares desabou no final da tarde desta sexta-feira, na altura do número 192, da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão no local e atendem a ocorrência.
De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram foram resgatados e quatro foram encaminhados para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável.
- Prédio de quatro andares desaba no Brás, região central de São Paulo
- Incêndio atinge fábrica de mesas de sinuca no Brás em São Paulo; veja vídeo
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As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A prioridade agora é verificar e confirmar que não há outras vítimas no imóvel. Para isso, cães farejadores atuam no local. Imagens mostram o local sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Apenas a estrutura fachada segue de pé.
Os Bombeiros foram acionados por volta das 18h40. Em nota, a corporação informou empenhou 51 homens e 17 viaturas até o local. Não há registros de óbitos até o momento.
Atendimento as vítimas
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes. Trata-se de um dos principais centros de comércio popular da capital paulista.
Em entrevista à TV Globo, um homem que se identificou apenas como Felipe contou que estava no último andar do prédio no momento do desabamento. "Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá."
Por volta das 20 horas, o governo informou que cerca de 20 pessoas foram encontradas retidas em um cômodo cuja laje não foi atingida pelo desabamento. A princípio, elas não apresentavam ferimentos. O local deve passar por perícia.
Uma das hipóteses que eram levantadas ontem era de que o desabamento ocorreu no mezanino, de cerca de 900 metros quadrados, por causa do excesso de tecidos que eram estocados no local. A dona da loja, que auxiliou nas buscas, não comentou sobre irregularidades.
Caso anterior
Trata-se do segundo caso de desmoronamento com gravidade na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, na zona leste paulistana. Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela construção do edifício foi preso temporariamente.
Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que chegou a ter seus empreendimentos bloqueados na cidade. O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município de São Paulo (CGM) em 18 de setembro.
A liberação da obra pela fiscalização municipal se tornou alvo de investigação.