Cidades

850 famílias do entorno da vila Voluntários tiveram cadastros enviados ao governo federal, diz Demhab

Casas seguem sendo demolidas pelo Dnit para continuidade das obras da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre

O Dnit prossegue com a demolição de casas na vila Voluntários, no bairro Farrapos, para a conclusão da nova ponte do Guaíba
O Dnit prossegue com a demolição de casas na vila Voluntários, no bairro Farrapos, para a conclusão da nova ponte do Guaíba Foto : Camila Cunha

Continua a demolição das residências na área da avenida Voluntários da Pátria e rua Dona Teodora, na zona Norte de Porto Alegre, a fim de proceder com a continuidade das obras da nova ponte do Guaíba, que poderão reiniciar em breve. De acordo com o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), 850 famílias do local já tiveram o envio dos cadastros para a Secretaria Nacional de Habitação (SNH), dos quais 796 já foram convocadas. Entre estes, a maioria já está com o contrato assinado junto à Caixa Econômica Federal, enquanto uma minoria aguarda, já que o processo está em tramitação.

Este número de cadastramentos totais, por ora, está fechado, ainda conforme o Demhab. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não respondeu aos questionamentos sobre o status das derrubadas das estruturas até o fechamento desta reportagem. Mas sabe-se que a ação está concentrada nas comunidades próximas Cobal e Areia, com mais de 200 casas já removidas.

Houve a divisão da área, por parte do Dnit, em um total de 16 lotes, correspondendo às vilas Voluntários (lotes 1 e 2), Tio Zeca (lotes 3 a 6), Cobal (7 a 9 e 13), e Areia (10, 11, 15 e 16). Enquanto isso, o benefício do Estadia Ponte, concedido pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab), está sendo pago. O valor, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), do governo do Estado, assegura R$ 1 mil mensais por 12 meses, pelo menos.

Um convênio foi assinado em outubro do ano passado entre a Prefeitura de Porto Alegre e o governo estadual, possibilitando um repasse de R$ 9,9 milhões para o reassentamento das famílias afetadas pelos trabalhos em andamento. Estas pessoas estão sendo acompanhadas e lideranças comunitárias contatadas pelo órgão municipal de habitação. Há um temor de pessoas da comunidade relacionadas a invasões em residências abandonadas, algumas das quais ainda não foram demolidas, mas aguardam continuidade do processo.

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