Os afluentes do Rio Caí também passaram a registrar impactos da chuva intensa desta semana e provocaram alagamentos em municípios que não estão às margens do rio principal. Em Ivoti e Lindolfo Collor, o Arroio Feitoria saiu da calha e atingiu ruas e áreas urbanas, enquanto o Rio Caí segue em rápida elevação e mantém cidades do Vale do Caí em estado de atenção para inundações.
Em Lindolfo Collor, o Arroio Feitoria provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade ainda nas primeiras horas da manhã. A prefeitura informou que havia água sobre pistas, ruas e se aproximando das primeiras residências em bairros como Nova Esperança, Vila Spindler e 14 Colônias.
As equipes orientaram moradores a proteger documentos, elevar móveis e deixarem os imóveis caso a situação se agravasse. O município também registrou ocorrências de deslizamentos, consequência do solo encharcado após dias consecutivos de chuva.
Em Ivoti, a enchente do Arroio Feitoria atingiu o Núcleo de Casas Enxaimel, um dos principais pontos turísticos do município. Conforme a prefeitura, até o final da manhã não havia registro de famílias afetadas, embora o avanço das águas tenha provocado impactos na área histórica.
O Arroio Feitoria deságua no Rio Cadeia, que, por sua vez, é um dos principais afluentes do Rio Caí. Somada à contribuição de outros cursos d'água como o Arroio Forromeco e o Arroio Maratá.
A elevação do Rio Caí mantém municípios do Vale do Caí em estado de atenção para inundações nesta quarta-feira. Após as chuvas registradas entre a noite de terça-feira e a madrugada, o rio voltou a subir rapidamente e já supera, em São Sebastião do Caí, o pico registrado na enchente da semana passada.
Prefeituras e equipes da Defesa Civil intensificaram o monitoramento da situação e reforçaram orientações para que moradores de áreas ribeirinhas retirem pertences das residências e deixem locais sujeitos a alagamentos sempre que necessário.
Em São Sebastião do Caí, o rio atingiu 11,53 metros às 9h30min, mais de um metro acima da cota de inundação, fixada em 10 metros. O nível segue em elevação, com ritmo de 23,3 centímetros por hora, e já ultrapassa o pico da cheia da última semana, quando chegou a 11,42 metros. As projeções indicam que o rio continuará subindo ao longo das próximas horas, sem possibilidade de estimar, neste momento, um pico confiável.
Diante do cenário, a Defesa Civil do município informou que passou a trabalhar preventivamente com uma projeção entre 13,5 e 14 metros, considerando o volume de chuva registrado durante a madrugada na Serra. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito João Guará orientou os moradores das áreas de risco a acompanharem as atualizações oficiais, elevarem móveis e buscarem auxílio antecipadamente, caso haja necessidade de deixar as residências.