Cidades

Avançam obras de recuperação do dique do Santo Afonso para evitar novas cheias em Novo Hamburgo

Prefeitura de Novo Hamburgo firmou parceria com a administração de São Leopoldo para a implantação de duas bombas anfíbias; ao todo serão nove equipamentos

Britas e pedras retiradas do dique serão utilizados na manutenção das estradas
Britas e pedras retiradas do dique serão utilizados na manutenção das estradas Foto : Vinicius Campos / Prefeitura de Novo Hamburgo / CP

Em obras desde o começo do ano, a recuperação do dique do Rio dos Sinos, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, segue de forma acelerada. Com previsão de conclusão para abril, até o momento as equipes já concluíram 15% do projeto original. Desde a catástrofe climática de maio, a estrutura não recebia um serviço de reparo.

Outra novidade é que prefeitura de Novo Hamburgo firmou parceria com a administração de São Leopoldo para a implantação de duas bombas anfíbias na Casa de Bombas do bairro Santo Afonso. Com isso, serão nove bombas para sugar a água do Arroio Gauchinho para o Rio dos Sinos, beneficiando os moradores da Vila Palmeira e da Vila Brás, no município vizinho.

Segundo a Administração hamburguense, o trabalho é realizado por uma empresa terceirizada, contratada pela Prefeitura com recursos da Defesa Civil Nacional. Ao todo, serão investidos R$ 5,38 milhões no reparo de 2,6 quilômetros, no trecho que vai da Casa de Bombas até a Rua Manágua.

Conforme o engenheiro civil Rosnei Stefani, as máquinas fazem a remoção de britas e pedras maiores depositados sobre a crista do dique. Estes materiais são levados para o bairro de Lomba Grande e serão utilizados na manutenção das estradas de chão batido. No local, também é realizada a decapagem de vegetação, além da colocação da argila para proteção dos taludes laterais, operação que sela a estrutura e impede a passagem de água em caso de cheia.

Segundo Stefani, a intervenção vai recompor a construção original do dique, que tem altura estimada em nove metros. O Município esclarece que melhorias referentes à elevação do dique são avaliadas pelo governo federal e o governo do Estado, que firmaram uma parceria para fazer a gestão do sistema de contenção de cheias.