Cidades

Avião de pequeno porte cai no MS e deixa dois mortos

Pesquisadora alemã e piloto são as vítimas do acidente

Duas pessoas morreram após a queda de um avião bimotor na manhã desta sexta-feira, 3, em Campo Grande (MS). O acidente aéreo aconteceu nas proximidades do Aeródromo Santa Maria, de onde a aeronave tinha saído com destino ao Pantanal, por volta das 6h30. A capital sul-mato-grossense amanheceu com neblina intensa e temperaturas baixas. O avião caiu em uma área de mata de difícil acesso, segundo o Corpo de Bombeiros.

Após buscas na região do acidente, as equipes encontraram os corpos do piloto Henrique Martin de Carvalho e da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, que conduzia trabalhos no Pantanal desde 2009. Peritos da Polícia Civil estiveram no local da queda e fizeram os levantamentos iniciais.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) de São Paulo foram acionados para a ocorrência no Mato Grosso do Sul.

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"Durante a ação inicial, realizada logo após o evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes", afirmou a FAB. A aeronave, de matrícula PT-WYQ, é um modelo Neiva fabricado em 1983.

O avião com capacidade para seis passageiros estava regular e autorizado a fazer o serviço de táxi aéreo, conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ele pertencia à empresa Amapil Taxi Aéreo. A reportagem entrou em contato e aguarda retorno.

Pesquisadora e jornalista alemã

A pesquisadora Lydia Möcklinghoff, que também trabalhava como jornalista, escritora e apresentadora de TV, era descrita como zoologista "acima de tudo", na biografia disponível em sua página na internet. "No centro de seu trabalho como comunicadora científica está seu entusiasmo por temas zoológicos e a conscientização sobre a importância da conservação de espécies", diz trecho.

Ela era especialista em tamanduás-bandeira-gigantes e passava vários meses do ano no Pantanal brasileiro rastreando seus objetos de estudo, que correm risco de extinção. Lydia também estudava outros mamíferos e também realizou pesquisas no Estado de Roraima.

Em um relato publicado pela revista alemã Der Spiegel, Lydia conta sobre suas experiências no Pantanal. A paixão pelos tamanduás surgiu repentinamente. Segundo ela, após uma mudança para uma universidade superlotada na Alemanha, um aviso sobre um estágio para estudar os tamanduá-gigantes no Brasil mudou os rumos da carreira.

"Eu não me importava com nada, o principal era fugir. Brasil? Nunca antes. Tamanduás? Nunca visto. Alguns dias depois, eu estava no avião cheia de vacina, e logo depois estava no calor da savana ao lado do meu primeiro tamanduá. Míope e surdo, ele passou bem na minha frente. Fiquei imediatamente encantada."

Segundo ela, a paixão começou nesse primeiro encontro. "Fiquei viciada no tamanduá, esse animal estranho que, de alguma forma, parece estar em um universo paralelo", relatou. Desde então, ela passou a viver seis meses por ano no Brasil "entre os arbustos espinhosos brasileiros para descobrir do que o tamanduás precisam para sobreviver".

"Eles são os mamíferos mais estranhos da América do Sul: do tamanho de um cão pastor, com cauda espessa, focinho longo e língua de 60 centímetros. Eles se alimentam exclusivamente de cupins e, claro, de formigas. Fora isso, quase nada se sabe sobre seu modo de vida. Isso é ruim se você quiser salvá-los da extinção. E é aí que eu entro", explicou.

Piloto também morreu na queda

Henrique Martin de Carvalho era o piloto da aeronave que caiu na região de Campo Grande. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele morreu no local do acidente.

A aeronave, de matrícula PT-WYQ, é um modelo Neiva fabricado em 1983. O avião com capacidade para seis passageiros estava regular e autorizado a fazer o serviço de táxi aéreo, conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ele pertencia à empresa Amapil Taxi Aéreo. A reportagem entrou em contato e aguarda retorno.

As causas do acidente ainda serão investigadas. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para realizar a perícia e coletar informações que possam esclarecer a queda da aeronave.