O ministro dos Transportes, George Santoro, e a diretora Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, assinaram nesta quarta-feira, um contrato para a estruturação de um projeto de concessão à iniciativa privada de 3.137 km de rodovias federais.
A ação contempla cinco trechos, nos estados de Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Serão objeto do contrato as rodovias BR-153 (Pará e Tocantins, com 775 km), BR-010 (Maranhão e Pará, com 678 km), BR-226 (Piauí, Maranhão e Tocantins, com 717 km), BR-116 (Ceará, Paraíba e Pernambuco, com 473 km) e BR-104 (Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com 494 km).
"Estamos contratando mais um grande lote de projetos, com grande participação do Matopiba, nova área de fronteira do agronegócio brasileiro e da indústria brasileira. Precisamos estudar esses projetos, verificar quais têm capacidade econômica para se tornarem projetos de concessão", disse o ministro durante coletiva. A estimativa é que esses projetos sejam concluídos até o fim de 2030.
- Mercadante diz que portas do BNDES estão abertas a todos os Estados
- BNDES aprova R$ 150 milhões para investimento da Soli3 em máquinas verdes
- Programa amplia crédito para investimentos turísticos na Região Metropolitana e Serra Gaúcha
Viabilidade e escala para os projetos
"Nós já temos um trabalho histórico com o Banco na estruturação de projetos para o Ministério dos Transportes e hoje damos mais um passo para fortalecer a agenda de desenvolvimento produtivo do nosso País", destacou Campello. Santoro defendeu que a formação de uma carteira sólida e viável de projetos passa pela criação de soluções financeiras desenhadas pelo BNDES.
Essas soluções financeiras deram viabilidade e escala às iniciativas. Entre as inovações implementadas, destacam-se mecanismos que reduzem impactos nos balanços das empresas, debêntures faseadas e outros instrumentos voltados a melhorar o financiamento de concessões.
"Ao final deste ciclo de governo, teremos a realização de 29 leilões, um recorde histórico. Estamos buscando ter uma carteira de projetos estruturantes para o Brasil e dar previsibilidade aos investidores", afirmou Santoro. Ele ressaltou que os projetos estão alinhados às diretrizes da OCDE para sustentabilidade, atendendo às exigências do olhar internacional. "Nenhum país está sendo tão observado em infraestrutura quanto o Brasil", concluiu o ministro.