Seguem no canal de Itapuã, entre a Lagoa dos Patos e o Guaíba, os navios Mount Taranaki e EVA Shanghai, presos na região desde o final de outubro, com prejuízos crescentes para a navegação interior gaúcha. Apesar da chuva desta segunda-feira, o nível não aumentou de maneira substancial para permitir o deslocamento das embarcações, que estão em lugar seguro. De acordo com a medição da Agência Nacional de Águas (ANA), a marca do Guaíba na estação da Usina do Gasômetro estava em 1,57 metro.
No entanto, há mais chuvas previstas para esta semana, particularmente entre terça e quarta-feira. A MetSul Meteorologia afirmou que as marcas podem ser superiores a 100 milímetros em diversas áreas do Rio Grande do Sul. A marca é praticamente a mesma de quando o primeiro navio encalhou, o Mount Taranaki. Com as dragagens, espera-se que navios com calado superior a cinco metros consigam trafegar normalmente, como é o caso de ambos os fundeados.
A Hidrovias RS, entidade empresarial representativa do setor hidroportuário, requereu em reunião com a Secretaria Estadual de Logística e Transportes (Selt) na semana passada a prorrogação do prazo da suspensão da tarifa devida por empresas de navegação fluvial, o qual é “indevida” na visão do empresariado. Para eles, há inexistência da contrapartida dos serviços públicos, responsáveis pela manutenção dos canais.
Com os recursos de R$ 731 milhões liberados via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para dragagens emergenciais, a expectativa é pelo início destes trabalhos, possivelmente nesta semana, porém não há confirmação formal disto. Segundo o governo, a Portos RS trabalha para que as contratações das dragagens dos trechos mais atingidos pelo acúmulo de sedimentos depois das enchentes de maio, como os canais de Itapuã, Pedras Brancas, Feitoria, Leitão e Furadinho, sejam imediatamente realizados.