A capital chegou a registrar ventos de até 75,3 km/h, segundo a Defesa Civil do Estado. A ventania afetou o fornecimento de energia elétrica. Na quarta-feira, a Enel informou que, por volta das 19h, 43.817 clientes permaneciam sem energia. Em seu site, a empresa informa que, por volta das 7h30 desta quinta-feira, pouco mais de 2,6 mil clientes estavam com o fornecimento interrompido. Procurada para informar quantos desses casos ainda estão relacionados aos ventos, a empresa não respondeu ao contato do Estadão. O espaço segue aberto.
Na quarta-feira, o Aeroporto de Congonhas, localizado na zona sul da capital, teve 54 voos alterados em razão das condições meteorológicas. A concessionária Aena, responsável pelo terminal, informou que 32 chegadas e 22 partidas foram canceladas. Nesta quinta-feira, a empresa informou que, por ajuste de malha aérea, outras três chegadas e duas partidas também foram canceladas.
A Aena reforçou que toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, bem como todos os serviços de atendimento aos passageiros. A concessionária orientou os clientes com viagens programadas a verificarem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.
No Aeroporto de Guarulhos, dois voos precisaram ser desviados para outros aeroportos na quarta-feira. A situação foi normalizada por volta das 14h45. No Aeroporto de Viracopos, não houve registro de impactos.
Questionadas sobre a situação dos dois aeroportos nesta quinta-feira, as concessionárias não responderam ao contato do Estadão. O espaço segue aberto.
- Ventania causa duas mortes e provoca apagão no Rio de Janeiro
- Vento chega a 125 km/h e provoca ao menos duas mortes em São Paulo
- Ventania causa apagão e paralisa transportes no Rio de Janeiro
Transporte e previsão do tempo
Na manhã desta quinta-feira, todas as linhas do Metrô e de trens - tanto as privatizadas quanto as administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - operam normalmente. Também não há registro de impactos provocados pelas condições meteorológicas na circulação de ônibus.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a previsão é de que as condições do tempo continuem mudando na capital ao longo desta quinta-feira, em razão da rápida passagem de uma frente fria. Não há previsão de temporais, apenas aumento da nebulosidade, chuviscos isolados e queda brusca da temperatura máxima, que deve durar pouco tempo.
Impactos e vítimas no litoral
No litoral, duas pessoas morreram. Em Santos, um homem em situação de rua morreu após ser atingido por uma árvore na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Estuário. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Em São Sebastião, uma embarcação com cinco ocupantes naufragou no canal entre a cidade e Ilhabela. Duas pessoas foram resgatadas sem ferimentos, outras duas foram socorridas em estado de choque pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e um pescador foi encontrado morto durante as buscas realizadas por equipes da Defesa Civil e do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).
Itanhaém, na Baixada Santista, também ficou entre as cidades que registraram as maiores rajadas de vento do Estado, com 111 km/h. No topo da lista estão Itaporanga e Itaí, com 124,9 km/h, Taquarituba, com 117 km/h, Arandu, com 113,1 km/h, e Paranapanema, com 113 km/h.
Devido aos impactos no litoral, o governo de São Paulo reforçou a atuação na região e deslocou equipes da Defesa Civil do Estado para Peruíbe, onde o grupo acompanha localmente a resposta às ocorrências provocadas pela passagem da frente fria.
A terceira morte provocada pela ventania ocorreu em Cesário Lange, onde um homem morreu após a queda de uma árvore sobre o veículo em que trafegava.