O 1º Seminário de Previdência Complementar, realizado no Auditório Romildo Bolzan, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), em Porto Alegre, nesta quinta-feira, reuniu especialistas para discutir os desafios do segmento, considerado fundamental no contexto de um Rio Grande do Sul cada vez com maior expectativa de vida e, por consequência, longevidade. O evento marcou os dez anos da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público do Estado do Rio Grande do Sul (RS-Prev), instituída pelo ex-governador José Ivo Sartori, também presente, assim como autoridades estaduais e nacionais. A entidade, fundada em 2016, cuida da previdência complementar dos servidores estaduais, assim como de alguns municípios.
“É um momento de congratulação e consolidação de nossa entidade. Construímos um caminho árduo com gestões éticas, observando sempre muita transparência, e hoje temos aproximadamente 2,8 mil participantes que mantêm suas reservas de previdência complementar para ter um futuro mais seguro”, disse a diretora-presidente da RS-Prev, Elisângela Hesse.
“O Rio Grande do Sul foi o sexto estado a instituir a previdência complementar, tanto que não existia a obrigatoriedade. Foi, sem dúvida, um tema espinhoso, então minha palestra justamente falou sobre a confiança, que só é entregue por meio de ações e uma governança muito forte”, salientou ela ainda. Para o futuro, Elisângela refletiu que, sendo o RS um estado que está envelhecendo, é preciso buscar a conscientização para uma segunda fonte de aposentadoria. “A gente vê que, não raras vezes, as pessoas, mesmo aposentadas, continuam a ter outra atividade, porque aquela aposentadoria não é suficiente”, disse. Sartori, por sua vez, comentou que, após esta década, o trabalho da fundação prossegue com força a seus associados.
“O que nos une aqui é o marco histórico de uma medida de gestão necessária para caminharmos em direção ao futuro, com mais qualidade de vida, previsibilidade e organização financeira. esse é o grande já tive porque todo mundo hoje em dia quer apenas benefícios pessoais e nem enxerga a realidade coletiva, a realidade nacional, estadual e dos municípios”, comentou o ex-governador.
Na época de sua criação, a RS-Prev, votada e aprovada na Assembleia Legislativa, foi uma das medidas adotadas pelo Palácio Piratini para buscar enfrentar a então crise financeira do estado, inclusive com parcelamentos de salários. Hoje, para cada R$ 1,00 investido pelo participante, o Estado aporta o mesmo valor, com regra válida para servidores com remuneração acima do teto do INSS.