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Consórcio vencedor do edital para melhorias no Cais Navegantes deve começar a operar em até três meses

Terminal portuário em Porto Alegre foi leiloado em fevereiro, com apenas uma proposta apresentada

Cais Navegantes foi leiloado em fevereiro deste ano, na B3
Cais Navegantes foi leiloado em fevereiro deste ano, na B3 Foto : Camila Cunha

Após a realização do leilão do lote POA26, referente ao Cais Navegantes e áreas portuárias de Porto Alegre, a Portos RS informou que o Consórcio Portos do Sul, vencedor da licitação, deve assumir a área em um prazo de dois a três meses. O consórcio em si é formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários Ltda. e Simetria Transportes e Armazéns Gerais Ltda., representado pela corretora Ativa Investimentos. Com outorga de R$ 10 mil, ela foi a única considerada válida.

O leilão ocorreu no último dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo, e o lote é referente ao terminal dedicado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos, com área de aproximadamente 22 mil metros quadrados. Ainda de acordo com a Portos RS, a etapa provável atual é a formalização do contrato junto ao Ministério de Portos e Aeroportos, após a homologação da vencedora pela Comissão de Pré-Qualificação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o que ocorreu no último dia 7.

“Após a assinatura do contrato, a empresa deve apresentar o PBI (Plano Básico de Implantação) e assinar o termo de entrega provisória da área. A partir desse momento, começa a contar a data de assunção, ou seja, o início do prazo contratual. Este estágio ainda não foi alcançado”, observou a Portos RS, discorrendo ainda que este processo leve ainda um ou dois meses, considerando as discussões sobre o plano de implantação, a assinatura do contrato e o termo de recebimento provisório.

De acordo com o plano operacional, a arrendatária deverá instalar os equipamentos necessários para a operação do terminal, incluindo dois armazéns com área total de 14 mil metros quadrados, além de obras de pavimentação, drenagem, iluminação, distribuição elétrica e cercamento. Conforme o cronograma oficial, caso houvesse mais de uma empresa habilitada, este dia 30 de abril seria o prazo de divulgação dos eventuais recursos interpostos.

A movimentação anual estimada pode chegar a 917 mil toneladas caso o terminal opere exclusivamente com grãos e minerais. Considerando o escoamento rodoviário, o potencial pode se aproximar de dois milhões de toneladas por ano, limitado pela capacidade de armazenagem estimada em 624 mil toneladas anuais. O leilão integrou o primeiro bloco de arrendamentos portuários de 2026 promovido pelo governo federal.

Segundo o ministério, tanto o POA26, mais os terminais MCP01, em Santana, no Amapá, e NAT01, em Natal, no Rio Grande do Norte, também licitados na mesma data, devem gerar pouco mais de R$ 227 milhões em investimentos privados. O POA26 já havia sido incluído em tentativas anteriores de leilão, mas foi retirado em parte em razão dos impactos das enchentes de 2024 e da ausência de propostas.

Também procurado, o ministério, em nota, não estimou a data de início das operações, mas detalhou os prazos da concessão, dizendo que ela “segue em andamento conforme os ritos previstos em edital”, e que o resultado do leilão deve ser homologado ainda nesta semana. Após isto, a vencedora deverá cumprir as obrigações prévias à assinatura, no prazo de até 45 dias, podendo haver prorrogação.

Depois, em um período de até 150 dias, o consórcio, neste caso, é convocado a assinar o contrato de arrendamento. Em paralelo, é analisado o Plano Básico de Implantação (PBI), e, caso aprovado, Termo de Aceitação Provisória e Permissão de Uso de Ativos deverá ser celebrado pelas partes em até 30 dias. Somente após esse ato o arrendatário poderá assumir o terminal. “O Ministério segue atuando para que a transição ocorra no menor prazo possível”, disse a pasta, na nota.

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