Com três bares e uma estrutura física que inclui banheiros feminino, masculino e acessível, o trecho 3 da Orla, em Porto Alegre, está sendo revitalizado após os danos causados pela enchente de maio. Enquanto as obras não finalizam, dois bares vão operar em contêineres, próximos aos pontos fixos. Esses equipamentos chegaram ao local manhã desta segunda-feira, e o início da operação fica a critério dos comerciantes
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), a prioridade no trecho 3 da Orla é reformar as instalações para que os comerciantes possam retomar suas atividades.
Todas as estruturas físicas de banheiros na extensão da Orla foram atingidas pela enchente de maio e ainda não estão em funcionamento. Enquanto as obras não são finalizadas, foram foram disponibilizados 40 banheiros químicos, entre os trechos 1 e 3.
O projeto da Orla 3 – no valor de R$ 5,2 milhões, oriundo de Termo de Solo Criado por Contrapartida (TASCC), da empresa Cyrela – prevê tornar a área de 14,6 hectares, entre a foz do Arroio Dilúvio e o Parque Gigante, mais resiliente e protegida contra inundações. Para isso, as paredes dos bares internas serão demolidas para a instalação de blocos de concreto, que oferecem maior resistência à ação da água em comparação à alvenaria convencional.
Nos banheiros, estão previstas a instalação de revestimento cerâmico nas paredes, esquadrias com vidros temperados, portas de alumínio e ferro, além de janelas de aço. A estrutura também contará com uma nova rede elétrica, sistemas de climatização e dispositivos de segurança antifurto. A sala destinada à Secretaria Municipal de Lazer e Juventude (Smelj) será reformada como parte do projeto.
Além das melhorias estruturais, o trecho 3 receberá a pavimentação de áreas danificadas, recuperação dos chuveiros e telas das quadras esportivas, revitalização da vegetação e a instalação de novos bancos e lixeiras. Os trabalhos devem durar seis meses.
Apesar da necessidade de reparos no trecho 3 da Orla, Rafael Gunther, de 41 anos, não deixa de frequentar a pista de skate, quase que diariamente. Ele comentou sobre a deterioração natural da estrutura, acentuada pela enchente de maio, e elogia os esforços da prefeitura para mantê-la em bom estado, embora ressalte que a manutenção nem sempre é imediata e destaca problemas recorrentes com os holofotes, que ficam desligados por longos períodos, dificultando o uso à noite.