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Corte e poda de árvores afetadas pela enchente na Praça da Alfândega deve prosseguir na próxima semana

Trabalhos estavam previstos para encerrar nesta sexta em Porto Alegre, mas chuva e demora na remoção da primeira prorrogaram prazo

Manejo de árvores na Praça de Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, executada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), a partir de laudos da pasta do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus)
Manejo de árvores na Praça de Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, executada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), a partir de laudos da pasta do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) Foto : Camila Cunha

Deve prosseguir na próxima semana a remoção de um total de sete árvores e manejo de mais uma, danificadas pelas enchentes de 2024 na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Os trabalhos foram iniciados na última segunda-feira e estavam previstos pela Prefeitura para encerrar nesta sexta-feira, porém, na prática, somente um dos exemplares, uma paineira, levou três dias para ser removido.

Em menor medida, a chuva fina desta sexta-feira também contribuiu para que não houvesse o encerramento na data prevista incialmente. A tarefa é conduzida por uma empresa terceirizada contratada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), sob supervisão da pasta de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), que havia emitido um laudo em maio deste ano, um ano após as inundações, orientando para esta supressão pelo risco de queda.

As árvores estão sendo removidas uma por vez por questões de segurança. Na manhã desta sexta-feira, ainda havia alguns restos da paineira. Serão removidos totalmente, além da paineira, três guapuruvus, três ligustros, e ainda haverá a poda de um eucalipto, todos comprometidos, apresentando necroses ou outros problemas. Além das ações envolvendo os vegetais, o processo inclui também a retirada temporária de mobiliário da praça, como bancos, que serão gradualmente repostos em seus locais originais.

No local, serão plantadas 12 mudas de árvores nativas, como forma de compensação. Porém, ainda não há definição de onde ficarão, pois devem, inclusive, seguir critérios históricos, visto que a praça é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae).

As áreas foram isoladas com fitas, assim como há indicações dos locais de circulação de pedestres. Os trabalhos também ocorrem antes da 71ª Feira do Livro de Porto Alegre, entre o final de outubro e o começo de novembro, reunindo milhares de pessoas. Há cerca de três anos, dois galhos de uma das árvores caíram sobre o telhado de um dos restaurantes instalados na região.

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