Cidades

Credibilidade do jornalismo com o crescimento do uso da IA pauta reunião do MenuPOA

Diretor de redação do Correio do Povo, Telmo Flor, foi um dos palestrantes

O encontrou reuniu profissionais da comunicação
O encontrou reuniu profissionais da comunicação Foto : Alina Souza

Uma sociedade conectada no ambiente digital tem suas vantagens e desvantagens. O uso da inteligência artificial transformou a forma como a população consome informações e notícias. Ao mesmo tempo, tem sido mais difícil saber o que é verdade, principalmente em ano de eleições. No painel "A verdade em disputa: informação, IA e eleições em tempos de desinformação", promovido nesta terça-feira pela Associação Comercial da Porto Alegre (ACPA), jornalistas que passaram por diferentes avanços da propuseram, nesta terça-feira, reflexões sobre a credibilidade jornalística diante da crescente desinformação, um dos desafios dos usos da ferramenta.

Participaram do debate o diretor de redação do Correio do Povo, Telmo Flor, a presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Cláudia Coutinho, e o jornalista Bruno Laux.

Telmo Flor lembrou que as ferramentas de inteligência artificial são importantes para auxiliar na qualidade do trabalho jornalístico, mas também podem, muitas vezes, afetar o jornalismo como negócio.

"O jornalismo profissional é também um negócio, em que há investimentos, salários a serem pagos e pessoas atuando profissionalmente. E, em diversos momentos, nos sentimos vítimas da utilização da IA, muitas vezes ocupando ou buscando a ocupação de espaços que seriam nossos não por direito, mas que são do jornalismo profissional, de gente que trabalha para contar a verdade e para manter a sociedade informada com credibilidade."

O diretor de redação defende que é necessário que o profissional saiba se defender, já que muitas vezes pode sofrer ataques deliberados ao produto e às informações buscadas, coletadas e distribuídas. "Ela [a informação] vem sendo de por diversas maneiras apropriada e regurgitada pela IA de forma absolutamente inapropriada, desrespeitando direitos. Por exemplo, direitos de autoria. Isso afeta textos, imagens e aquilo que a gente produz no dia a dia e que é também um negócio."

Para a presidente da ARI, a avalanche de desinformação, especialmente nas mídias sociais, valoriza o jornalismo profissional. “É uma situação que faz com que o jornalismo seja cada vez mais essencial no nosso dia a dia, porque é a partir da credibilidade e da confiança que temos nos veículos de comunicação, nos jornalistas e nos comunicadores profissionais, que a gente consegue filtrar o que é desinformação do que é uma informação verdadeira.”

Coutinho também reforça que a IA é uma ferramenta importante, mas deve ser vista como ferramenta, principalmente em um ano eleitoral, em que aumenta a disseminação de desinformação. A gente tem o direito de estar sempre duvidando de todas as informações que nos chegam e buscar a credibilidade e a informação correta para que, nesse momento em que a gente vive uma campanha eleitoral, possa fazer a melhor escolha na hora de votar."

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